Maldade
No instante em que descia a escada, sentiu seu corpo pender para frente, não havia onde se segurar…
No instante em que descia a escada, sentiu seu corpo pender para frente, não havia onde se segurar…
— Oxente… — murmurou. O primeiro sinal foi o silêncio das cigarras. Aqui no sertão, silêncio demais nunca é coisa boa. O mundo pode rachar, faltar água, morrer gado, cair governo, mas sempre sobra uma cigarra cantando na quentura da tarde, como se o sol fosse eterno. Quando elas calaram, seu Antero levantou os olhos … Ler mais
Era a noite do eclipse neural, quando as realidades paralelas se alinhavam como notas de um acorde maior. Seu corpo, metade raposa ancestral, metade diagrama vivo, começou a levitar em posição de lótus — não como desafio à gravidade, mas como resposta à tristeza do mundo.
Narrado pelo próprio Orelha, um cachorro comunitário da Ilha, este conto acompanha seu último dia. Da rotina tranquila entre moradores e o mar à quebra abrupta da violência, a história se encerra em um gesto de misericórdia. Um texto sobre pertencimento, perda e o silêncio que permanece quando o amor falha tarde demais.
Em Loja 33, a fotógrafa Marina encontra uma loja de conveniência impossível em Brasília, onde prateleiras flutuam, produtos vendem memórias e o Caixa de sete olhos cobra em lembranças. Entre disquetes amaldiçoados, personagens que sabem ser personagens e um livro que reescreve sua vida, Marina percebe que talvez seja apenas parte de uma história em loop. Um conto sobre realidade, ficção e o preço do tempo.
“O Hóspede do Quarto 26” é um conto de horror psicológico ambientado em um motel da Zona Sul de São Paulo. Entre cetamina, cocaína e álcool, um homem vive episódios de dissociação que ganham forma simbólica em uma entidade com regras próprias. Uma história sobre vício, identidade fragmentada, relações em colapso e o medo silencioso de quem fica quando o outro desaparece.
Próximo ao natal de 1895 a cidade Italiana de Pádua, ainda sofria com as consequências da instabilidade política e das guerras de anos anteriores. (Para quem não sabe, Pádua, na época romana, era chamada de “Patavium”, terra natal do famoso orador e escritor Lívio, mas ele era péssimo em latim e sempre que discursava, tinha … Ler mais
O céu do sertão nunca foi tão vivo. Mesmo com o calor estalando o concreto das ruínas da antiga BR-232, o povo se amontoava nas sombras das árvores fotovoltaicas e nas varandas das casas impressas em barro sintético, os olhos grudados no horizonte — esperando o Boi. Era noite de São João em Nova Caruaru, … Ler mais
A força da união ecoa pelos tambores! A dança é o nosso grito de resistência! Junte-se a Ayana e ao povo de Nuvens Douradas nesta celebração que transforma o futuro.