São Paulo, 2051

Visões de 2051

Em uma São Paulo sufocada pelo calor, pela fumaça e pelo colapso climático gradual, Miguel e Caio sobrevivem em um apartamento adaptado na base da gambiarra: água racionada, energia pirata, plantas morrendo em garrafas PET e um ventilador que gira como se estivesse cansado de existir.

Enquanto o governo insiste que o “Evento Climático Crítico” está sob controle, o relacionamento dos dois se desgasta silenciosamente após nove anos juntos. Sem traição, sem violência, sem grandes explosões emocionais — apenas a exaustão produzida pela sobrevivência contínua.

Entre sirenes climáticas, drones sanitários e banhos refrigerados compartilhados como luxo raro, “Horário de Racionamento” é um conto brasilpunk melancólico sobre intimidade, desgaste afetivo e o lento abandono do futuro.