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Supergirl – 1ª Temporada

Supergirl

Pra encerrar o mês com chave de ouro, Diogo Scooby nos fala hoje sobre a 1ª temporada (sem spoilers) de Supergirl 😀

Olha a dica 😉

Não se esqueça de assinar o canal no YouTube pra não perder as próximas edições!

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Apresentação e edição: Diogo Scooby

Produção: Eduardo Leandro

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Soundtracks

Fita k7 - Soundtracks

Para quem adora cinema, como eu, sabe que a trilha sonora faz MUITA diferença – para o bem ou para o mal – num filme.

Então, fiz uma lista das trilhas de que mais gosto conforme as músicas vieram à minha cabeça, quer dizer, não é uma lista do melhor para o pior ou vice-versa. É apenas uma lista 🙂

1. Círculo de fogo (2013)

– ou Pacific Rim pra quem prefere o título original

A trilha toda é excelente e acompanha muito bem o filme. O tema principal é ÍNCRIVEL e é uma das músicas que mais toca no meu MP3.

Pra quem ficou curioso em ouvir mais, no YouTube há várias listas com as músicas. Aqui, você encontra uma delas.

2. Guardiões da Galáxia (2014)

A trilha neste filme faz parte do enredo – literalmente. Um dos personagens principais, o Peter Quill (Chris Pratt), ouve em seu walkman uma fita k7 com uma seleção de músicas intitulada Awesome Mix Vol 1, com nomes como David Bowie, The Runaways, Marvin Gaye, entre muitas outras sonzeiras! Você encontra a trilha completa aqui

Mas foi com o Jackson 5 e a dancinha do baby Groot que a galera eu pirou no cinema :p

3. Cinema Paradiso (1988)

A trilha deste filme foi composta pelo compositor e maestro italiano Ennio Morricone. A música tema do filme é uma obra de arte à parte, só de ouvi-la, lágrimas vêm aos meus olhos…

Aqui, ouvimos as outras composições dessa trilha emocionante.

4. Três homens em conflito (1966)

– ou O bom, o mal e o feio pra quem prefere a tradução ao pé da letra

E, por falar em Ennio Morricone… ele também compôs a trilha desse clássico do western, a famosa “música do assobio”:

Morricone compôs trilhas para diversos filmes. Eu o conheci pelas trilhas que fez para alguns spaghetti western, o famoso bang-bang à italiana do diretor Sergio Leone.

Também encontramos diversos “covers” dessa música internet a fora, mas, particularmente, acho esta da Ukulele Orchestra fenomenal:

E, aqui, a trilha completa do filme.

5. De volta para o futuro (1985)

De volta para o futuro definitivamente é um dos meus filmes preferidos. Aliás, eu gosto muito dos três filmes – Parte II (1989) e Parte III (1990). E, como não poderia deixar de ser, a música tema que acompanha toda a trilogia está nesta lista: tem esta versão da Lisbon Film Orchestra e também a música conduzida pelo seu autor 🙂

As músicas Back in time e The power of love, da banda Huey Lewis and The News, também são referência nesse filme. No entanto, acredito que a música que mais seja lembrada quando falamos de De volta para o futuro seja Johny B. Goode, por causa, é claro, da performance de Marty McFly (Michael J. Fox) com a Marvin Berry and the Starlighters:

Aqui, a trilha completa.

Bônus

Sobrenatural (Supernatural)

Esta série estreou no ano de 2005 e, desde então, tem nos brindado com uma trilha sonora rock’n’roll. São bandas variadas como AC/DC, Survivor – com direito a esta cena pós-crédito 😀 – e Bon Jovi, além de muitos outros clássicos como Creedence Clearwater Revival e até um episódio intitulado Crossroad blues em que, na abertura, usam a música e a lenda sobre Robert Johnson:

Mas a música que marca a série é Carry on my wayward son da banda norte-americana Kansas.

Algumas trilhas da série podem ser encontradas em playlists espalhadas pelo YouTube.

E, é isso, espero que gostem das trilhas 🙂

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A Vida, o Universo e Tudo Mais

Volume Três d'O Guia do Mochileiro das Galáxias

Volume Três da Série

E então chegamos ao Volume Três da Série d’O Guia do Mochileiro das Galáxias (quem quiser ler o que escrevi sobre o 1º e 2º estão aqui e aqui). 

Assim como o Volume Dois é diferente do Volume Um, esse Volume Três é diferente dos outros dois, tanto no tom como, para mim, na temática também. O tom que rege o livro é melancólico e, por que não, parece ser meio desiludido também com o mundo (o Universo) e os seres [não posso dizer “pessoas”, pois, afinal, estamos num Universo com formas de vida muito diferentes da nossa rs]:

“Contudo, no final foram as tardes de domingo que se tornaram insuportáveis: aquela terrível sensação de não ter absolutamente nada para fazer que se instala em torno de 14h55, quando você sabe que já tomou um número mais que razoável de banhos naquele dia, quando sabe que, por mais que tente se concentrar nos artigos dos jornais, você nunca conseguirá lê-los nem colocar em prática a nova e revolucionária técnica de jardinagem que eles descrevem, e quando sabe que, enquanto olha para o relógio, os ponteiros se movem impiedosamente em direção às 16 horas e logo você entrará no longo e sombrio entardecer da alma.

A partir daí as coisas começaram a perder o sentido. Os sorrisos alegres que costumava distribuir durante os funerais dos outros começaram a sumir. Aos poucos, começou a desprezar o Universo em geral e cada um dos seus habitantes em particular.”

Você se depara com esses parágrafos logo no Capítulo 1, imagine o que vem pela frente… E o que temos pela frente é a história de várias guerras que ocorreram no Universo e uma que está prestar a recomeçar, e que os nossos amigos dos outros volumes, os personagens principais, tentam evitar… talvez não tentem tanto assim rs, mas é em torno desse tema que o livro é desenvolvido. Acredito que por tratar de um “assunto sério” como a guerra (e seus motivos idiotas para acontecerem) é que o livro tenha esse tom mais melancólico. Para vocês terem uma ideia, até mesmo o nosso sempre-animado-e-pronto-para-uma-festa, Zaphod, está enfrentando, nesse terceiro volume, uma crise de identidade, uma depressão, enfim, o cara não está legal…

[P.S.: Não vou falar muito sobre a(s) guerra(s) para não dar spoiler para quem não leu ainda 🙂 ]

Volume Três da Série

POP

O Volume Três é o menos engraçado até agora; os sarcasmos e ironias ainda estão lá, mas, como disse antes, o tom é bem diferente dos outros. Mas há uma cena em que eu ri bastante [aqui acho que pode ser considerado spoiler por alguns, mas vamos lá], que é a cena em que Ford procura algo que ele diz ser um POP, Problema de Outra Pessoa:

“— Um o quê? – perguntou.

— Um POP.

— Um P…?

— … OP.

— E isso seria?

— Um Problema de Outra Pessoa.

— Ah, que bom – disse Arthur, relaxando. Não tinha ideia do que se tratava, mas o assunto parecia ter terminado. Não tinha.

— Lá – disse Ford, apontando novamente para os gigantescos outdoors e olhando para o campo.

— Onde?

— Ali! – disse Ford.

— Estou vendo – disse Arthur, que não estava.

— Está? – disse Ford.

— O quê? – disse Arthur.

— Você está vendo – disse Ford, pacientemente – o POP?

— Achei que você tinha dito que era problema de outra pessoa.

— Exato.

Arthur assentiu lentamente, cuidadosamente e com uma cara de total imbecilidade.

— E quero saber – disse Ford – se você consegue vê-lo.

— Quer mesmo?

— Sim.

— E com o que – disse Arthur – ele se parece?

— E como diabos vou saber, seu burro? – gritou Ford. — Se você consegue vê-lo, você é quem tem que me dizer.”

E a conversa vai ficando cada vez mais maluca e mais engraçada quando você descobre como funciona o conceito de POP, inclusive, em alguns momentos acho que vou tentar aplicá-lo na minha vida… 😉

E vamos para o Volume Quatro!

 

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O Restaurante no Fim do Universo

Introdução. O Restaurante no Fim do Universo

Volume Dois da Série

Chegamos ao Volume Dois da Série d’O Guia do Mochileiro das Galáxias e agora que você já leu o primeiro livro [espero 🙂 ] posso dizer que os nomes das continuações, O Restaurante no Fim do Universo, A Vida, O Universo e Tudo Mais, Até Mais, e Obrigado pelos Peixes e Praticamente Inofensiva, aparecem todos no Volume Um da série (que termina com os personagens dizendo que estão com fome e vão dar uma passada no Restaurante no Fim do Universo), mas nunca de maneira forçada, tanto que só percebi isso quando peguei o Volume Dois para ler.

Na capa do Volume Dois temos ainda o céu/espaço estrelado como fundo e a frente vemos um sol, uma guitarra, uma colher, um garfo e uma cabeça de vaca (ou boi), que logo encontraremos no Restaurante do Fim do Universo.

Sim, até o sol de certa forma encontraremos no Restaurante, mas, para não dar spoiler, vou deixar que descubram o porquê na leitura de vocês. 😉

Volume Dois da Série

Continuando

A primeira coisa que notei é que o ritmo da história está um pouco diferente, apesar de os capítulos ainda serem curtos, parecem um pouco mais longos, talvez porque aqui você fica boa parte do tempo sem saber o que realmente está acontecendo, assim como os personagens principais.

Isso também acontece algumas vezes no primeiro, mas lá, parece que só o Arthur está perdido, então, mesmo sem sabermos o que está realmente acontecendo não nos sentimos tão “perdidos” como nesse segundo. 

Ainda temos os “parênteses” do Guia do Mochileiro das Galáxias nos dando informações sobre planetas e lendas do Universo, mas aqui essa interrupção não parece tão natural quanto no primeiro.

É claro que as ironias e sátiras ao nosso mundo e modo de vida ainda estão lá, se encaixando perfeitamente na história e nos fazendo rir e pensar ao mesmo tempo, quando, por exemplo, nos é mostrada uma passagem do Guia com informações básicas sobre o Universo e diz que a população é zero, pois o Universo é tão imensamente vasto que os poucos mundos habitados não são suficientes para que sejam considerados nessas estatísticas…

Aí você pensa: “Somos mesmo menos do que um grãozinho de areia no Universo…” e então acho que começamos a não dar tanta importância a coisas que não são tão importantes…

Enfim…

Uma das partes que eu adorei nesse livro foi quando nos é descrito um pouco sobre o Manual das 1001 Formações de Tempos Gramaticais para Viajantes Espaço-Temporais. Como eu fiz Letras, nem preciso dizer o quanto ri lembrando dos livros e aulas de Gramática em que tudo aquilo parecia só ter lógica dentro de uma lógica interna maluca…

Mas não vou discorrer aqui sobre isso, deixemos esse tipo de discussão para um outro post, basta saberem que piadas com linguagem e “pensamento acadêmico” sempre me fazem rir…

Ah, lembram que eu comentei sobre a série de TV d’O Guia? Então, os episódios 5 e 6 se referem a acontecimentos que se passam no Volume Dois, e a série acaba no 6, ou seja, estou curiosa para saber o que vem por aí nos outros volumes da série.

Tentei não contar muitos detalhes, spoilers, desse livro, pois, assim como eu, acredito que ainda tenha gente por aí que não leu O Guia completo, mas se vocês leram e quiserem trocar ideias ou apenas conversar sobre os livros, podem me adicionar lá no Skoob ou podem entrar lá no grupo do Cachorro Solitário no Facebook ou curtir a página do blog ou deixe seu comentário aqui no blog, enfim, opções não faltam, fiquem à vontade: sintam-se em casa. 🙂

 

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O Guia do Mochileiro das Galáxias

Guia do Mochileiro das Galáxias

Volume Um da Trilogia de Cinco

Sempre ouvi falar sobre esse livro, mas nunca tinha lido, não por falta de curiosidade, mas de tempo, já que tinha – e tenho ainda – vários (muitos rs) outros livros e revistas na fila para ler. Mas nessa semana de folga de fim de ano de 2013 resolvi começar a ler a trilogia de cinco (que são seis, mas depois falamos sobre isso rs).

Bem, a curiosidade já começa pela capa, onde vemos os desenhos de um trator e uma cabeça de robô triste sobre um fundo de céu/espaço estrelado e, no canto direito, o aviso sobre fundo laranja: “Não entre em pânico”. A edição que tenho é da Editora Sextante. É uma edição simples, mas bem cuidada: o livro é leve, o que, para mim que leio no ônibus no caminho para o trabalho, é ótimo! A única coisa que me incomodou foram alguns erros de revisão, mas foram pouquíssimas vezes, então dá para passar.

Não entre em pânico
O Guia do Mochileiro das Galáxias
Volume Um da Trilogia de Cinco

Impressões

Começando a leitura encontramos Arthur Dent tentando salvar a sua casa de uma demolição que será feita para a construção de um desvio, projeto do qual ele só teve notícia no dia anterior:

“— O senhor teve um longo prazo a seu dispor para fazer quaisquer sugestões ou reclamações, como o senhor sabe – disse o Sr. Prosser.

— Um longo prazo? – exclamou Arthur. — Longo prazo? Eu só soube dessa história quando chegou um operário na minha casa ontem. Perguntei a ele se tinha vindo para lavar as janelas e ele respondeu que não, vinha para demolir a casa. É claro que não me disse isso logo. Claro que não. Primeiro lavou uma das janelas e me cobrou cinco pratas. Depois é que me contou.

— Mas, Sr. Dent, o projeto estava à sua disposição na Secretaria de Obras há nove meses.

— Pois é. Assim que eu soube fui até lá me informar, ontem à tarde. Vocês não se esforçaram muito para divulgar o projeto, não é verdade? Quer dizer, não chegaram a comunicar às pessoas nem nada.

— Mas o projeto estava em exposição…

— Em exposição? Tive que descer ao porão pra encontrar o projeto.

— É no porão que os projetos ficam em exposição.

— Com uma lanterna.

— Ah, provavelmente estava faltando luz.

— Faltavam as escadas, também.

— Mas, afinal, o senhor encontrou o projeto, não foi?

— Encontrei, sim – disse Arthur. — Estava em exibição no fundo de um arquivo trancado, jogado num banheiro fora de uso, cuja porta tinha a placa: Cuidado com o leopardo.”

Preciso dizer o quanto ri depois de ler essa passagem? E isso logo nas primeiras páginas do livro!

O Guia do Mochileiro das Galáxias é o tipo de livro com o qual você se diverte e enquanto você dá risada também percebe a crítica as nossas instituições e burocracia… Nesse ponto me lembrei de O Processo, de Franz Kafka, no qual o personagem principal certa amanhã acorda e é avisado de que está preso, enfrentando um processo longo e surreal tentando descobrir do que está sendo acusado para tentar se defender… Mas é claro que a atmosfera na história de Kafka é muito mais carregada, chegando a causar – em mim, pelo menos, quando li esse livro – uma angústia muitas vezes até física! No Guia nós temos um clima bem mais irônico e satírico, mais leve, mas não se engane, esse aparente ar de simplicidade traz embutido várias críticas a nossa sociedade e modo de vida.

Assim, Douglas Adams mostra como é habilidoso em criar situações inusitadas e improváveis que fazem todo sentido como também é habilidoso na construção do texto em si, como por exemplo o fato de se terem capítulos curtos intercalando a história dos personagens principais com trechos do Guia do Mochileiro das Galáxias, assim, além de tornar a leitura mais dinâmica, também vamos descobrindo algumas coisas sobre outros mundos de outras galáxias conforme Arthur Dent vai percorrendo o índice do Guia. Adams também parodia, de certa forma, as estruturas “pré-fabricadas” de se contar uma história:

“— Aqueles baques, o que foi aquilo?

— Não sei.

Esperaram mais alguns segundos.

— Eu vou lá ver – disse Ford. Olhou para os outros e acrescentou: — Será que ninguém vai dizer: Não, você não, deixe que eu vou?

Os outros três sacudiram a cabeça.

— Nesse caso… – disse ele, e levantou-se.

Por um momento, não aconteceu nada.

Então, alguns segundos depois, continuou a não acontecer nada. Ford olhou para a fumaça espessa que saía do computador destruído.

Cuidadosamente, saiu do esconderijo.

Continuou não acontecendo nada.”

Então…

Aparte essas questões críticas de conteúdo e estilo, como uma boa obra literária, pode ser lido e interpretado em várias camadas de significação diferentes, inclusive na camada do divertimento, pois confesso que me diverti muito lendo esse livro! 🙂

Sei que muita gente já conhece o livro (ou viu o filme, que é um pouquinho diferente do livro… rs), mas não vou me aprofundar muito nos detalhes da história para não estragar o prazer da descoberta da leitura, então, quem quiser saber a resposta para a Vida, o Universo e Tudo Mais, terá que ler o livro! :p

*Trailer: O Guia do Mochileiro das Galáxias (2005) — Eu fiquei na dúvida entre esse trailer aqui e este outro, pois eu achei a narração do José Wilker muito boa!

 E não esqueça a toalha!

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