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Dia Internacional da Língua Materna

Dia Internacional da Língua Materna

O Dia Internacional da Língua Materna foi instituído pela Unesco como uma forma de representar e manter a luta pela diversidade cultural e linguística de vários povos.

A Língua Materna é um dos mais importantes fatores de identidade cultural de um povo, pois é por meio da língua que o indivíduo apre(e)nde o mundo ao seu redor e é por meio dela que expressa o seu mundo.

[Isto me faz lembrar deste texto do Bernardo Soares, heretônimo de Fernando Pessoa, num trecho em que ele diz que “Minha pátria é a língua portuguesa“…]

O dia

O dia 21 de fevereiro foi escolhido para homenagear os estudantes mortos em confronto com a polícia no Dia do Movimento da Língua.

Em 1952, Bangladesh era uma província do Paquistão, nomeada como Paquistão Oriental, e o governo quis impor o Urdu – língua oficial – ao território bengali. Os estudantes então saíram em protesto contra esta medida, defendendo o direito à vida da sua Língua Materna, o Bengali.

Este vídeo foi feito pelo Grupo da Interculturalidade e da Cidadania e perguntou a pessoas de nacionalidades e línguas diferentes qual a importância da Língua Materna para elas:

Já este outro vídeo é um trecho do documentário Línguas – Vidas em Português (2004), de Victor Lopes, nele há depoimentos de pessoas que têm a Língua Portuguesa como Língua Materna, entre eles estão, por exemplo, Mia Couto, José Saramago e João Ubaldo Ribeiro.

Saramago, num momento em que diz que os leitores deveriam ir mais fundo na Língua, conclui que, assim, “[…] a língua passa a ser algo mais que um mero instrumento da comunicação, transforma-se numa, digamos, numa mina inesgotável de beleza e de valor”.

Neste dia, deixo também com vocês esta música do Caetano Veloso em que ele brinca com a riqueza erudita e popular da nossa língua-mãe:

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PORTUJURÊS

Portujurês,Darci Men

Escrito por Darci Men

Você caro leitor, fala e escreve o Português? Espero que sim! Afinal, estamos no Brasil, cuja língua oficial é o Português.

Então me responda, você conhece os termos: “sodalício”, “axiológico”, “crivo”, “probatório”, “vértice”, “patrono”, “exordial”, “colendo”, “subsunção”, “vênia” e “infirmar”?

Não? Você deve estar se perguntando: “Que raio de língua é essa?” Eu respondo com uma única palavra: PORTUJURÊS!

Estas palavras foram ditas pelos Ministros do STJ durante o julgamento do “Mensalão”. Claro que são palavras da Língua Portuguesa, mas a questão é por que a comunidade do Judiciário insiste tanto em usar termos que ninguém usa, só eles! Chegamos ao absurdo de manter um tradutor de plantão para informar o que foi dito no tribunal. Qual o objetivo disso? Eis a questão!

Você deve estar se perguntando: “Mas Darci, esta não é hora de criticar o STJ que nunca em sua história teve tanto prestígio já que foram capazes de condenar gente da poderosa máquina do governo e, nunca em sua história, tantos brasileiros acompanharam um julgamento.”

Sim, é verdade, e devemos “tirar o chapéu” para o STF, com exceção de dois Ministros, que só faltaram colocar a estrela do PT em suas sagradas togas, o Tribunal, como um todo, foi fantástico, com destaque absoluto para o Ministro Joaquim Barbosa.

Assim, se o Tribunal foi ótimo, perdeu uma excelente oportunidade de marcar mais um ponto e em ter deixado de lado o chamado “Portujurês”, eu explico por que: Ora, o julgamento é público e nada mais justo e correto que o público entenda o que foi dito e julgado!

Nos tribunais regionais e distritais acontece a mesma coisa! Quem ainda não se deparou com um despacho do judiciário e ficou se perguntando: “Qual foi a decisão? O que ele quis dizer?”

Então eu volto a perguntar: Por que tudo isso? Qual o objetivo?

Portanto, eu acho que os Sodalícios, Patronos e Meirinhos deveriam ter a subsunção que ser egrécio e colendo não é sinônimo de escrever ou falar palavras que os “pobres mortais” não entendem, ou será que assim agem para não se infirmar? Com a devida vênia, acho isso totalmente axiológico.

 

TRADUZINDO A ÚLTIMA PARTE:

Portanto, eu acho que os Tribunais, Advogados e Oficiais de Justiça deveriam aceitar que ser distinto e altamente respeitável não é sinônimo de escrever ou falar palavras que os “pobres mortais” não entendem, ou será que assim agem para não diminuir sua autoridade? Com a devida permissão, acho isso totalmente incontestável.

Que a paz esteja com todos!

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