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Proteção aos animais

arcabrasil.org.br

“Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais e, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade.” Leonardo da Vinci

Dia Mundial dos Animais é celebrado no dia 4 de outubro, em homenagem ao nascimento de São Francisco de Assis. Porém, aqui no Brasil, no dia 14 de março, nós também temos o Dia Nacional dos Animais.

Como sugere a homenagem ao Santo, este dia não é apenas para animais domésticos, como cachorros e gatos, mas para toda a vida animal do planeta.

Um dos problemas que nossos irmãos animais, sejam eles domésticos ou silvestres, sofrem neste mundo são os maus-tratos. No Brasil há uma legislação específica para este crime que muitas vezes causa a morte do animal, porém, segundo dados da ARCA Brasil, apenas 10% dos casos são solucionados e/ou punidos.

No site desta instituição, você encontra ainda informações sobre esse tema e também orientações sobre como agir caso seja testemunha desse tipo de crime: Crimes contra animais: denunciar vale a pena!

Denuncie

O número do Disque Denúncia é o 181. E, caso seja necessário, em São Paulo, a Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente fica na Avenida São João, nº 1.247 – 7º andar. Os telefones são os (11) 3331-8969, (11) 3337-5746 e (11) 2996-2112.

 

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La Lunna – BARBÁRIE: Universitária expulsa da faculdade por usar roupa curta

No dia 22 de outubro de 2009, nas dependências da Uniban (Universidade Bandeirante), em São Bernardo do Campo, uma aluna do curso de Turismo precisou sair escoltada por policiais, em pleno horário de aula, por estar trajando roupas “inadequadas” para aquele ambiente. A universidade em coro se expressava com palavras de ordem do tipo: “Puta! Puta!”.

Em alguns países do Oriente Médio, em especial no Irã, as mulheres sofrem na pele o machismo e a discriminação camuflados por uma suposta sociedade teocrática. Só para citar alguns exemplos: o testemunho de uma mulher em juízo vale metade do que o testemunho de um homem; a mulher tem direito à metade de uma herança que seus irmãos recebem; a mulher precisa pedir permissão ao marido para trabalhar fora ou deixar o país; as mulheres raramente são promovidas a altos cargos e, apesar de seu alto índice de educação, elas perfazem apenas 14% do número de funcionários públicos.

Mas, principalmente, quanto a seu modo de vestir, todas as mulheres, até mesmo as estrangeiras, devem usar véu. As autoridades iranianas preferem que as mulheres usem um chador, que cobre todo o corpo, ou uma combinação de uma proteção total da cabeça, conhecida como hijab, e um longo casaco chamado manto.

Poderíamos citar uma série de atrocidades referente à conduta da mulher no Irã, mas esses exemplos já são suficientes para demonstrar o quanto seus direitos ainda precisam ser conquistados. O Irã é apenas um dos exemplos, em países como o Afeganistão, a mulher adúltera é apedrejada até à morte.

No Brasil, em contrapartida, a mulher tem alguns direitos assegurados há mais ou menos três décadas. A Constituição Federal de 1988 garantiu, na forma da lei, a igualdade entre os gêneros , assim, no que se refere à sociedade conjugal, os direitos são exercidos igualmente por homens e mulheres.

É lamentável que, em pleno século 21, existam “universitários”, pessoas que deveriam, ao menos, respeitar as diferenças, pregar a igualdade e lutar contra o preconceito, agindo de forma tão selvagem, disseminando uma violência gratuita, completamente oposta ao progresso tecnológico, científico e artístico de nosso país. Colocando-se sob o artifício do bom senso, propagaram uma mentalidade machista e ultrapassada, julgando, punindo e hostilizando a garota. E o mais interessante é que todos os dias os meios de comunicação expõem imagens de mulheres praticamente nuas, mas essas são consideradas “atrizes” em nosso país.

Atitudes como essas devem abrir reflexões do tipo: São esses médicos, dentistas e advogados que queremos para os nossos filhos?

                                                                                                                                                                                                           por Elaine Zaragosa

Fonte: Walel Bastos. Direitos da mulher no Irã, 2009.

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La Lunna – Mulheres: A ilusão dos direitos democráticos

O feminismo aparece, nos fins do século XVIII, como doutrina de defesa dos direitos democráticos das mulheres, no interior da Revolução burguesa de 1789. No período histórico da Revolução Francesa, o feminismo passou a atuar como movimento político, reivindicando a melhoria das condições de vida e trabalho das mulheres, a sua participação política, o fim da prostituição, o acesso à educação e a igualdade de direitos entre os sexos.

La Lunna

Após a Revolução Francesa, surgiram, no interior do movimento feminista, diversas outras doutrinas da libertação da mulher, que nem sempre tiveram preocupações convergentes. Mas ainda que existam diferenças claras entre as diversas abordagens feministas, parece-nos que existe entre elas certa identidade teórica. Em geral, os estudiosos da questão feminina buscam apoio para desenvolver as suas formulações doutrinárias em conceitos que não se entrelaçam com o movimento político concreto das mulheres, mas, antes, sobretudo, procuram apoiar-se em dados da antropologia, da economia, da sociologia, da psicologia e de outras ciências humanas.

As diversas doutrinas sobre o feminino não se relacionam à própria prática política das mulheres. Podemos dizer que nesses movimentos existem grandes contradições, pois sendo o feminismo um movimento de mulheres, as teorias sobre o feminino costumam falar de uma espécie de Mulher Universal, ou seja, de uma mulher presente em qualquer época histórica. Constrói-se assim a crença de que existe a Mulher enquanto conceito Universal.

Votes for women

Com o avanço da tecnologia, muitas transformações ocorreram na vida humana, que tiveram grande impacto na vida dos trabalhadores. Este novo processo se deu basicamente na fábrica, permitindo o aperfeiçoamento da divisão do trabalho. Com a introdução da maquinaria no século XIX, a base técnica do processo de produção não se encontrava mais no saber do trabalhador, mas sim na maquinaria e em seu manejo mecânico.

A grande indústria capitalista, como dizia Marx, passou então a exigir menos força física no processo de trabalho e, consequentemente, a mão de obra feminina encontrou seu lugar no processo de produção capitalista. Então, para Marx, a mulher é lançada no mercado de trabalho do mesmo modo que o homem da classe operária e, como ele, tem a sua força de trabalho apropriada indevidamente pelo capital.

Concluindo, a conquista de direitos e a verdadeira emancipação da mulher não podem ocorrer dentro do sistema capitalista. A luta das mulheres é de toda a classe trabalhadora contra a burguesia. Como vimos, a história tem demonstrado que as relações entre homens e mulheres são construídas com base em determinadas realidades sociais, e também que o avanço do capitalismo fez com que essas relações se tornassem cada vez mais complexas, permanecendo, contudo, a desigualdade e a opressão.

Em seu surgimento, o movimento feminista pensava em questões ligadas à prática política, hoje tornou-se apenas mais uma produção da pesquisa acadêmica. Exemplo disso é a mais recente Lei Maria da Penha, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar, mas, ao mesmo tempo, os projetos de lei orçamentária reduzem os recursos para o combate à violência.

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La Lunna é onde trataremos de questões históricas e de direitos referentes a políticas para mulheres.

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