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Elsa & Fred

Elsa & Fred - Um amor de paixão

Um amor de paixão

Elsa & Fred, de produção argentina e espanhola, é um filme que conta a história de um casal de apaixonados. Um casal de velhinhos.

Elsa é uma senhora que procura aproveitar ao máximo todos os momentos de sua vida e, para isso, inventa algumas histórias sobre si mesma que a tornam mais interessante.

Fred é um recém-viúvo um tanto quanto hipocondríaco que se “esconde” da vida no seu apartamento, tento como companhia seu cachorro Bonaparte.

A produção que utiliza o tempo todo da intertextualidade, pois é cheio de referências ao filme A Doce Vida do diretor italiano Federico Fellini.

Intertextualidade porque o filme coloca-se como obra de arte que, além de fazer referência a uma obra anterior, de certa forma também pode ser visto como uma releitura.

A Doce Vida acompanha as angústias de um homem de meia-idade que conhece uma mulher exuberante pela qual se apaixona. Essa mulher faz-lhe pedidos estapafúrdios que transformam a banalidade de suas vidas.

Elsa & Fred conta-nos de uma velhinha que foi tão bela em sua juventude quanto a atriz do filme italiano, a tal ponto de identificar-se com ela e, por isso, tenta fazer com que a sua vida (e a de Fred), mesmo na velhice, seja tão sublime quanto o filme.

Elsa & Fred é de uma delicadeza extraordinária, em que são expressos de forma surpreendentes sentimentos de carinho e compreensão humana, além de ser um alento a mais para aqueles que acreditam que nunca é tarde para se realizar um sonho.

P.S.:

Como quase todos os bons filmes não hollywoodianos, este também teve uma versão americana:

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Um dia você irá encontrá-la, Charlie Brown

Um dia você irá encontrá-la, Charlie Brown

Olá!

No lugar de colocar um curta como eu costumava fazer aos sábados, vai um episódio da primeira temporada do desenho do Snoopy.

Charlie vendo um jogo na TV se apaixona por uma garota. Ele e Lino saem pela cidade para encontrá-la. A história tem um final muito emocionante. Não leia o final desse post caso não tenha visto, pois pode conter spoilers.

Especial para os casais e mais ainda para os (as) Charlies que estão por aí.

Um dia você irá encontrá-la, Charlie Brown:

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A Paixão

A cabeça no travesseiro e a paixão

É sonhar com a pessoa e acordar sentindo o cheiro e a textura de seus cabelos, e saudades, ouvir a primeira música do dia e lembrar dela, ficar louco pra mandar uma mensagem, ou ligar, ou os dois, e depois mandar um e-mail e uma carta, é fechar os olhos e ver suas curvas, é ouvir sua voz o tempo todo e querer mais, voltar o som e ouvir, e ouvir…A paixão…

É se surpreender a cada vez que uma imagem em um blog ou uma lata de cerveja me faz lembrar do seu sorriso.

Depois achar, por algum tempo, que EU não sou bom o suficiente, tentar te esquecer e seguir em frente, normal como era antes, mesmo sabendo que nunca mais vai ser igual, que eu sempre vou te olhar de maneira diferente, que quando nossos olhos se cruzarem eu vou sentir tudo novamente, mais uma vez, mais forte.

Algo mudou em mim, isso é irreversível. Meu comportamento certamente não muda, quer dizer provavelmente não muda. A imprevisibilidade que esse tipo de sensação apresenta não me permite fazer previsões comportamentais muito mais precisas do que um vira-latas faria.

Só enquanto eu respirar – O Teatro Mágico
https://www.youtube.com/watch?v=YwrUx1NZPCU

Pode parecer exagerada essa música em uma fase tão inicial desse processo, mas o que seria da paixão sem os seus exageros irracionais?
Se bem que essa música fala de amizade também, mas ela tem uma parte que diz:

“Enchendo minh’alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar”, e isso me faz pensar no que se sente quando se descobre alguém de quem se gosta.

E é essa a conclusão:

Deve ser instinto. Algo em suas curvas, em seu aroma e em sua voz me fez despertar. Feromônios sabe? Se for isso, sei que é passageiro e, como tudo na vida, nada que um bom porre não me faça esquecer.

A alternativa é ir pra cima, e essa sim é uma opção assustadora pelo que implica tal situação e, ao mesmo tempo, é tentadora.

É tão raro eu sentir o despertar de uma paixão que não tem como eu não temer, mas, na verdade, nem é tão assustador assim.

Então… Eu vou.

Porque, por mais perfeita que eu a imagine agora, racionalmente eu sei que ela é uma pessoa como eu, e que não é inatingível, ela sente também, todos sentem algo.

Veremos então que surpresas, desafios e oportunidades terei pela frente.

Abraço!

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Uivos Filosóficos 7 – A Visão do Amor

Uivos Filosóficos

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A Visão do Amor.

Um camponês semeava batata da melhor qualidade; apenas ele possuía um misterioso tipo de semente. A terra era de bom grado, porém os ladrões furtavam as batatas durante a noite porque a plantação ficava longe de casa. O camponês só tinha um filho, mandou-o vigiar a plantação de madrugada. O jovem enquanto vigiava, cochilou, mas quando abriu os olhos viu as moças que roubavam as batatas. O jovem viu as beldades, e se apaixonou.”

Este conto peruano não é novidade para nenhum ser mortal. O homem vê uma mulher interessante, por algum motivo, se apaixona. A mulher observa atentamente um homem que futuramente vai ser o pai do seu filho.

Os olhares se cruzam, um momento mágico, surge uma química e...
“Os olhares se cruzam, um momento mágico, surge uma química e…”

Vários escritores, poetas, psicanalistas tentaram descrever o amor. Também foi causa de guerras terríveis como a de Troia, ou uma tragédia como Romeu e Julieta. Passamos por um lugar desconhecido, visto que olhamos alguém por cinco segundos, e o coração dispara! Os olhares se cruzam, um momento mágico, surge uma química e… Nos apaixonamos.

A paixão amorosa pode ser regida pela natureza. Enquanto amamos alguém, nem sempre tem um final feliz, pois a vida não é como nos filmes ou novelas. Aquela moça que o homem se apaixona e não é correspondido (não conseguindo seu objetivo), ele fica melancólico, se tranca no quarto, pensamentos suicidas (para os ultra-românticos); pergunta por que existe o amor. Pode ser a ideia de manter a espécie. “é preciso que a natureza ponha no indivíduo uma certa ilusão, em virtude da qual ele veja como o bem próprio o que, na verdade, é apenas o bem da espécie; e assim serve a natureza, enquanto pensa estar obedecendo apenas aos seus desejos. Uma simples quimera, que logo se desfaz, paira diante de seus olhos e faz com que atue.” (Schopenhauer). Logo estamos trabalhando para a espécie, já que a tornamos individual.

O homem demonstra a ânsia de salvar as mulheres quando estão apaixonados, portanto salvar a mulher no dicionário masculino é não abandoná-la.

Meu destino até então era certo,

vi que passava perto de sua morada e queria te ver…

Mas você quase acabou comigo…

Só ri ao pensar no seu sorriso.

Se me visse neste estado deplorável:

finalmente eu te deixaria como nunca antes:

FELIZ.”

(Diogo C. Scooby).

O motivo de nos decepcionarmos com o amor é a ideia do “Belo” de Platão. O mundo das ideias; no início de um amor pensou na garota de todos os modos. Imaginamos saindo com ela ao cinema, beijando-a, apresentando a família, tudo maravilhoso, ouve In my Life dos Beatles e, até as estrelas do céu brilham diferente, mas quando saímos do mundo das ideias, ou seja, voltamos para a realidade, a garota não te dá atenção: um baque. A ideia do Belo se torna belo. A diferença do maiúsculo para o diminutivo é que no mundo das ideias (BELO) tudo é perfeito, porém na realidade esse belo não tem perfeição, é a subjetividade.

Como no conto peruano, quem não já se apaixonou a primeira vista, talvez nunca tenha amado, confesso que não sei como concluir este texto, pois não quero definir o amor, apenas quero senti-lo, quero que venha de um modo inesperado.

Concluo com o soneto 116 de William Shakespeare: “O amor não se transforma de hora em hora, antes se afirma para a eternidade, se isso é falso alguém provou, eu não sou poeta, e ninguém nunca amou”

O Amor se afirma na eternidade

 

Para conhecer mais leia:

Da morte. Metafísica do Amor. Do sofrimento do Mundo. Arthur Schopenhauer.

Cinco Lições de Psicanálise: Contribuições a Psicologia do Amor. Sigmund Freud.

Mí casa, Sú casa e Outros Poemas. Diogo C. Scooby.

Contos e Lendas do Peru. Adaptação de Antonieta Dias Moraes.

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Dia dos Namorados (Solteiros) – Final

Pra encerrar esse asunto:

Nem vou fazer comentários sobre. Você chega à conclusão que achar mais interessante!!

Aerosmith – I Don’t Want to Miss a Thing

Desejo a todos uma ótima sexta e um final de semana do caralho!

Agora vou pra festa!!

Abraço e até amanhã (ou mais tarde, vai saber!).

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Dia dos Namorados! (Solteiros) II

Seguindo a Série do Dia dos Namorados, agora com duas animações pra “animar” os solteiros:

Nesse clipe a seguir, há o sofrimento de uma criatura apaixonada, que  entrega sua vida para tentar se igualar à mulher amada, sem que ela saiba, abdicando de sua própria vida, por achar que ela era a mulher que lhe era destinada.
Não a culpo… Ele que foi inocente.

Gram – Você Pode ir na Janela

Amor platônico meus amigos! O cara gosta, não chega, vai o outro e leva, é assim que funciona. Depois dá piti, arranca o coração fora, é uma merda.
O música é bela, mas tocou demais já. Só que o clipe faz ela melhor ainda:

Pitty – Na Sua Estante

UPDATE
Vários podcasts falando de namorados!! Escolhi esse que é focado para quem não está namorando!!

Monacast 64  Para os  desnamorados