Liberdade (ou quem foi Martha Washington?)

HQ Liberdade de Frank Miller

Martha Washington.

Mulher, pobre, negra, segregada, inteligente, forte, batalhadora, talentosa… Estes adjetivos serviriam para muitas mulheres que já conheci durante a vida, e ajudam a responder o questionamento acima.

Frank Miller (roteiro) e Dave Gibbons (desenhos) entregam em 1990 a HQ Liberdade, apresentando Martha Washington que, nascida sob um governo segregador, consegue, contra todas as estatísticas, crescer forte e se juntar às forças armadas. 

Em um mundo onde os pobres são separados por muros e grades, Martha se destaca em uma instituição extremamente machista, quebra barreiras, muitas vezes usando de extrema violência para sobreviver e vencer em tempos de guerra e paz.

Hoje, temos Trump como “presidente do mundo”,  megacorporações sempre manipulando para nos manter escravos com ilusões de escolha, vivendo em uma liberdade fictícia.
 
Diante de performances de políticos, manipulações midiáticas e guerras com interesses econômicos, contemplamos esta obra-prima de ficção científica da nona arte.

Vivemos em um mundo semivirtual onde o Twitter dita tendências, youtubers são celebridades e críticos de Facebook acreditam mandar na política, mesmo tendo pouco ou nenhum efeito prático.

Achamos saber tudo quando somos tão imbecis quanto sempre, e poucos buscam o que importa: A Liberdade.

Saiba mais:

Liberdade – Um Olhar Feminino nos quadrinhos de ação:

Nosso Canal do Youtube está lançando uma série de vídeos sobre protagonistas femininas em HQs de ação.

Ao lançar um olhar sobre estas importantes personagens, procuramos trazer à tona questões atuais e relevantes.

Nesta edição, a arquiteta e urbanista Cláudia Bastos Coelho apresenta o primeiro arco da personagem, LIBERDADE.  


Recomendação:

Onde está Martha Washington?

Obs.: Foram 6 histórias publicadas sobre Martha, mais o encadernado The Life and Times of Martha Washington in the Twenty-First Century, ainda sem publicação no Brasil (Olá, editoras!)

Homem Animal – O Evangelho do Coiote

Coiote Animal

Quem é o Homem Animal?

Buddy Baker andava tranquilamente pelos campos de sua pacata cidade quando um artefato caído do espaço lhe deu o dom de copiar poderes dos animais próximos. A partir daí, ele decide utilizar seus poderes para lutar contra o crime.

Anos depois, casado e com dois filhos, vê como uma possibilidade de crescimento pessoal e profissional o fato de ter tais dons, fazendo o possível para se unir a outros heróis em um novo modelo empresarial da Liga da Justiça.

O Homem-Animal foi resgatado das masmorras do esquecimento pelo novato (na época) Grant Morrison, que desconstrói e restabelece esse herói único no panteão da DC Comics.

O Evangelho do Coiote

capa_evangelhoNessa edição (parte 1 de 3 do arco do Grant Morrison), vemos um herói diferente, um tanto inseguro e enferrujado com relação a seus poderes, que se surpreende como nós leitores a cada página.

Temos aqui as 9 primeiras edições. As 4 primeiras trazem um arco que envolve outro herói, o africano Fera Buana, que tem o bizarro poder de fundir criaturas vivas em quimeras que obedecem aos seus comandos. Logo de cara, nosso querido Homem-Animal enfrenta um Homem-Rato que arranca seu braço, além de termos ainda macacos fundidos e baratas humanas gigantes… tudo em um clima de terror e aventura poucas vezes desenvolvido.

Diversas metáforas estão espalhadas neste arco, referências diretas a caças e caçadores que parecem soltas, mas dialogam diretamente até se cruzarem com a vida de nosso herói, em uma aula de construção da narrativa, como de costume nos trabalhos do senhor Morrison.

Após isso, temos o clássico “O Evangelho do Coiote” (história que dá nome a esse encadernado), um verdadeiro clássico instantâneo da 9ª Arte, imperdível para qualquer entusiasta.

Na sequência, temos outras ótimas histórias até finalizar a edição com uma deixa para o próximo volume.

Temos em meio a isso diversas surpresas, como a aparição do Superman, que serve – talvez – pra deixar claro que o Homem-Animal faz parte do mesmo universo que outros famosos super-heróis. Além de eventualmente outros membros do panteão DC, como Ajax, o caçador de Marte, que aparece com toques sutis de humor e sabedoria, agindo em meio a situações corriqueiras de uma família simples.

O Evangelho do Coiote_001

O Homem-Animal nos brinda ainda com importantes mensagens ecológicas, de maneira dramática revela até que ponto somos capazes de prejudicar nossos irmãos do reino animal. Mostrando também mazelas pelas quais qualquer humano comum pode passar, com relances de diferentes culturas, como na edição dos Tanagarianos, tudo norteado pelo bem maior do Buddy: sua família.

A edição em si é muito bonita, com uma introdução de 1991 do próprio autor e reprodução das capas originais.

Pai, marido, defensor dos animais, poderoso, inseguro, destemido, anacrônico e moderno, o Homem-Animal certamente nos mostra o quão profundo e divertido pode ser um verdadeiro Super-herói.

 

DETALHES DA PUBLICAÇÃO

Linha editorial: Vertigo

Editora: Panini

Formato: 17 x 26 cm

Capa: Cartão

Lombada: Quadrada

Tipo de papel: Pisa brite

Número de páginas: 252

HISTÓRIAS ORIGINAIS

The Animal Man 1-9

Kevin Johansen – La chanson de prévert

Kevin Johansen

Primeiro, ouçam:

Descobri esse cara por acaso, lendo um post do Lady Comics sobre a Eleanor Davis.

Bom, se você foi curioso e leu o post, provavelmente não viu menção nenhuma a esse tal de Kevin Johansen.

Mas se você leu o post, viu também que lá no meio a Mariamma Fonseca, autora do texto, cita dois outros posts em que ela fala sobre suas desenhistas preferidas, a Lisk Feng e a Tateé.

Como eu gostei MUITO das ilustrações da Eleanor Davis, fui clicando nos links pra ver se ia gostar das outras autoras também. E é claro que eu gostei!

Bom, no post sobre a Tateé, logo no comecinho, pede-se que o leitor coloque pra tocar essa música, La chanson de prévert, na versão do Kevin Johansen [essa música é famosa na voz de seu compositor, Serge Gainsbourg].

E eu não sei se foi a música em si, essa versão, as ilustrações, o post ou se foi tudo isso junto, mas eu achei essa música/versão linda! E fui clicando nas sugestões do YouTube mesmo, ali do lado direito…

Resumindo, passei o dia inteiro ouvindo as músicas do cara e curtindo cada vez mais 🙂

Ainda estou descobrindo esse artista, mas já tem uma música que virou uma das minhas preferidas:

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Faroeste em quadrinhos em vídeo – Férias do NerdOffice

NerdOffice - O bom, o mau e o nerd - capa

Vocês já devem ter percebido pelo post anterior que eu gosto de faroeste e que qualquer história nesse formato me chama a atenção.

E uma coisa que vocês devem supor é que eu gosto de podcast, muitas vezes ouço, algumas me atrevo a participar, mas confesso que não ouço com frequência o podcast mais famoso do Brasil. Acho mais divertido o videocast, o NerdOffice.

Nestas férias de verão, os caras do Jovem Nerd também resolveram tirar férias do NerdOffice, mas deixaram uns vídeos de “consolação” para a galera que acompanha e que eu, particularmente, adorei!

Como vocês já sabem, eu adoro faroeste, então eu estou gostando bastante de acompanhar a história d’O bom, o mau e o nerd! rs

Eles obviamente tiraram inspiração do filme Três homens em conflito – o título original é Il Buono, il brutto, il cattivo e a versão em inglês é The good, the bad and the ugly.

Para quem tiver curiosidade, o filme está disponível no YouTube:

E aproveitem bem as férias, antes que elas acabem!

 

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New Coke

New Coke, por Thiago

Hoje completa o primeiro mês do Reboot da DC Comix.

Se você não sabe do que eu estou falando muito provavelmente não tem nada de útil nesse post para você. Mas eu quero fazer uma pequena previsão sobre esse evento baseado em um caso conhecido de mercado que explica bem a situação.

A situação:

Em 1985, a Coca-Cola cometeu um impressionante erro de marketing. Após 99 anos de sucesso, deixou de lado sua antiga regra “não mexa com a Mãe Coca” e abandonou sua fórmula da coca-cola original. Em seu lugar surgiu a New Coke, com um gosto mais doce e suave. A empresa anunciou o novo sabor com uma verdadeira festa de propaganda e publicidade.

A princípio, em meio à grande divulgação, a New Coke vendeu bem. Mas as vendas logo caíram, a medida que um público atônito reagia. A Coca-Cola começou a receber grandes quantidades de cartas e mais de 1.500 telefonemas diários de consumidores irados.

Um grupo chamado “Old Cola Drinkers” iniciou protestos, distribuiu camisetas e ameaçou abrir um processo para que a Coca-Cola trouxesse de volta a fórrnula antiga. A maioria dos experts de marketing previu que a New Coke seria o “Diesel dos Anos 80″.

Após apenas três meses, a Coca-Cola trouxe a antiga Coca de volta. Agora denominada “Coke Classic”, era vendida lado a lado com a New Coke nas prateleiras dos supermercados.

A empresa disse que a New Coke iria continuar sendo sua marca principal, mas os consumidores tinham uma idéia diferente.

No final de 1985, o número das vendas da Classic batia o da New Coke nos supermercados por dois a um. Em meados de 1986, as duas maiores fontes de renda da empresa, McDonald’s e Kentucky Fried Chicken, tinham voltado a servir a Coke Classic em seus restaurantes.

Uma reação rápida salvou a empresa de um desastre em potencial. Ela aumentou seus esforços em favor da Coke Classic e reduziu a New Coke a um papel secundário, de apoio.

Em 1987, a Coke Classic era novamente a sua principal marca e o líder dentre os refrigerantes dos EUA.

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Suicida

Superman

Eu caminhava por uma avenida, um ônibus vinha em alta velocidade próximo da calçada, era só eu inclinar um pouco a cabeça em direção ao asfalto pouco antes dele passar ao meu lado para eu dar adeus a tudo.

supelman, allstar, suicida
Há momentos em que dá vontade de pular do alto de um prédio.

Claro que não fiz isso, senão eu não estaria escrevendo agora.

Menos de 1 hora depois, eu curiosa distraidamente dentro de um ônibus pensava em como deixar menos traumatizado quem quer que encontrasse meu corpo morto por mim mesmo.

A cerca de 12 anos eu tenho que me controlar, pouco eu confesso, para não abrir a porta e pular, ao andar no banco do carona de um carro em alta velocidade, todas as vezes que voei de avião tive vontade de abrir a porta e voar/cair.

Remédios ou overdoses ou tiros não me interessam muito, forca é a opção mais popular e barata, pular do alto eu gostaria, mas o estrago seria muito grande!

Há o suicídio aos poucos, aquele do cigarro, da vodca, das noites mal dormidas, do sexo inconsequente.

Com isso há ainda um sentido de responsabilidade (pelos outros) e de auto-proteção (por causa dos outros) que fazem com que a decisão final seja adiada.

E por que não adiar? Quem sabe quem se pode encontrar nos próximos minutos, na manhã seguinte, ou o que pode acontecer nas próximas semanas ou meses…

O problema é quando demora demais pra algo acontecer, aí a força da esperança vai indo embora, na fila das salvações possíveis vem a Fé, mesmo a das igrejas, e, mesmo lá, muitos se apegam, criam grupos, afinidades são moldadas, há a possibilidade de se voltar à vida, desde que se acredite.

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A Mulher Maravilha pode salvar o mundo

A Mulher Maravilha pode salvar o mundo

por Lynda Carter (Tradução de Marcelo Viana do DSC)

“Você trouxe seu Laço da Verdade?”. As pessoas me perguntam e eu tenho que rir.

Mas é verdade – é um de seus acessórios, da Mulher Maravilha. Ela é, afinal, uma mulher experiente. Mas como bem sabemos, a forma segue a função. Tudo que ela usa tem um propósito: seus braceletes dourados ricocheteiam balas, seu Cinturão de Vênus lhe dá força sobre-humana, sua tiara é um bumerangue e seu laço obriga os outros a falaram a verdade. E isto é só o que podemos ver. O intelecto da Mulher Maravilha é seu verdadeiro poder. Ela é honesta e não usa armas e chuta traseiros.

Eu era como cada garotinha que adorava ler os quadrinhos da Mulher Maravilha. Na época, não havia muitos modelos femininos fortes. Havia a Betty e Verônica de Archie, e então havia a Mulher Maravilha.  E eles realmente me ofereceram pagar pra interpretá-la na televisão. Imagine só! Eu faria isso de graça. Eu estava em Hollywood estudando atuação e era uma inocente caloura naquela cidade. Eu tinha só 24 anos e colocar aquele uniforme – o maiô com a bandeira americana – era a emoção de uma vida.

Dito isto, seu uniforme e acessórios não definiam a essência da Mulher Maravilha. Ela é o “Lado Secreto” dentro de cada mulher – a linda, destemida, obstinada e poderosa mulher que sabíamos residir dentro de nós. Ela é a antítese da “vítima”. Ela é a mãe solteira trabalhando em múltiplos empregos, a heroína pouco celebrada, a irmã que te apóia, a filha devotada, a amada esposa. Ela é o arquétipo da Liberdade Feminina e esta parte de nós que não é confinada por qualquer função social.

A Mulher Maravilha ficou distante de cada mulher de seu tempo. Ela era sempre vista como – desejada como – uma conexão com outros neste novo mundo. A quem ela poderia se voltar? Não só ela era separada de sua família e suas raízes, mas também tinha sua identidade pra proteger. É esta necessidade de conexão que, na minha opinião, sempre fez dela uma personagem humana, simpática e complexa.

Eu nunca tentei tratá-la como burra ou uma bi-dimensional personagem de quadrinhos; eu tinha muito respeito por ela pra fazer isto. Eu a interpretava como se fosse real. Ela tinha duas faces que mostrava ao mundo, mas ela era uma só pessoa. Princesa Diana é a Mulher Maravilha. Elas eram diferentes aspectos do mesmo indivíduo.

Na verdade, eu nunca interpretei a “Mulher Maravilha” – eu interpretava a Princesa Diana (Diana vulgo Ártemis, deusa da caça e das coisas selvagens). Ela veio de uma ilha de mulheres onde não era necessariamente a mais linda ou a mais forte. Ela não era excessivamente impressionante por si só. Ela estava intrigada com Steve Trevor e lutou pela chance de ser aquela que o levaria para seu lar. Quando ela se descobriu neste outro mundo, a América dos anos 1940, suas heróicas reações fluíram naturalmente de seus valores e seus poderes.

Enquanto eu sempre for identificada com o papel, a Mulher Maravilha pertencerá a todos nós. Ela viverá dentro de nós. Ela é o símbolo das extraordinárias habilidades que residem em nós, escondidas através do que elas podem ser – que, eu acho, é o dom mais importante que a Mulher Maravilha oferece às mulheres. Talvez nosso verdadeiro desafio no século 21 seja lutar pra alcançar nosso potencial enquanto abraçamos seus valores. A Mulher Maravilha é destemida. Ela vê a bondade em todos, convencida de que eles são capazes de mudar, com compaixão e generosidade. Ela tem coração e esperança, e tem um grande senso de humor. Esses são alguns dos importantes dons que os Adaptáveis Poderes Femininos têm a oferecer. Em uma época onde o feminismo tem suas restrições arrancadas ao redor do mundo, a Mulher Maravilha permanece um importante arquétipo.

Eu adorava a Mulher Maravilha quando criança, eu adorava a Mulher Maravilha quando a interpretava e adoro a Mulher Maravilha atualmente. Ela é a deusa dentro de todos nós.

Se Einstein está certo, e a imaginação é mais importante do que o conhecimento, então, talvez, o que precisamos é nos “maravilhar”… Abrir nossas mentes e nossos corações para acreditar no que não podemos ver.

Quem sabe? Talvez a Mulher Maravilha possa salvar o mundo.

LYNDA CARTER

Fonte: http://dcu.blog.dccomics.com/2010/06/28/wonder-woman-can-save-the-world-by-lynda-carter/

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Elvis e o Capitão Marvel Jr.

Elvis e o Capitão Marvel Jr.

Esse ano prestamos uma pequena homenagem no aniversário do Rei do Rock aqui no Cachorro Solitário, e hoje volto à esse assunto, porque a exatos 33 anos, em 1977, o Rei se foi.

Descobri a pouco tempo que uma das grandes influências do Rei foi um personagem de histórias em quadrinho, Freddy Freeman, conhecido como Capitão Marvel Junior.

O corte de cabelo, diz a lenda, foi inspirado no herói, assim como as vestimentas exóticas que Elvis utilizava nos anos 1970 e até tinha um símbolo que o acompanhava.

Nos links abaixos mais informações:

Captain Marvel jr and Elvis Presley

The Captain and the Kid
Um viva ao Rei do Rock e sua influência em HQ. A nerdisse está presente onde menos esperamos.

Elvis – My Way – 1973

Abraço!

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