Podcast Apokalipson 11 – Livros de Ficção Científica sobre o fim do mundo

Em mais um Apokalipson, Diogo Scooby e Bárbara Coelho recebem Thiago Miani e o decano da Ficção Científica brasileira Paulo Elache para comentar algumas das maiores obras de Literatura de Ficção Científica com a temática de fim do mundo.

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Comentado no episódio:

Vejam o link do Youtube para o vídeo “VEREDAS: Um bate-papo inquieto sobre a Ficção Científica Brasileira”, com os verdadeiros decanos da FC brasileira:

Alguns livros comentados:

“Máquinas que pensam” (1983) “Não tenho boca e preciso gritar” (1967), de Harlan Ellison.

Trilogia “O Último Policial” (Ben H. Winters) Sinopse da Amazon do primeiro livro, “O Último Policial” (2012): (…) Qual o sentido de se investigar um crime quando o planeta tem apenas seis meses de vida? O detetive Hank Palace enfrenta essa questão desde que o asteroide 2011GV1 foi avistado em rota de colisão com a Terra. Em face da tragédia iminente, a maioria das pessoas abandona seus trabalhos, casas e famílias e as instituições começam a ruir, mas Palace insiste em investigar um suposto suicídio. Ganhador dos prêmios Edgar, dedicado à literatura policial e de mistério, e Philip K. Dick, voltado para livros de ficção científica, O último policial é a combinação perfeita do clássico romance noir com o melhor da ficção científica atual. Primeiro de uma trilogia, o livro pinta um retrato fascinante dos Estados Unidos pré-apocalipse através de um enredo original e envolvente e de um protagonista carismático. “Estranha, bela e assumidamente apocalíptica. Uma das minhas séries de mistério favoritas.” – John Green

A última esperança sobre a Terra https://g.co/kgs/hYTggv

Mundos Apocalípticos (livro) https://g.co/kgs/vM7qbo

The day after (filme) https://g.co/kgs/zw4Qcw

A Dança da Morte https://g.co/kgs/oKGwwt

Link para a Coleção Fênix de Literatura Fantástica: https://www.facebook.com/ColecaoFenix/

https://g.co/kgs/vM7qbo

Imagem da capa: Photo by Chris Johnson from FreeImages

Logo: Etson Delega

Edição: Diogo Lima

Podcast Apokalipson 06 – É o fim do mundo todo dia da semana

Nesta edição, Diogo Scooby (@diogocscooby), Bárbara Coelho (@barbaracoe), a arqueóloga e pesquisadora Kelly Brandão e diretamente da Itália Manu, se reunem para falar sobre os possíveis fins de mundo. Invasões alienígenas, religiões, vulcões, meteoros, máquinas ou o próprio ser humano, quem pode nos levar ao fim? 

Além disso dicas culturais para passar o tempo durante a pandemia.

Apokalipson é o podcast sobre variedades do blog Cachorro Solitário (www.cachorrosolitario.com.br).

Praticamente inofensiva

Praticamente inofensiva

Volume Cinco da Série

Chegamos ao final da série. Praticamente inofensiva é o último livro integrante da coleção d’O Guia do Mochileiro das Galáxias, mas, como já foi dito antes, há um Volume Seis escrito posteriormente…

Epígrafe

A epígrafe do livro (acima) e o primeiro parágrafo do primeiro capítulo já nos dão uma dica do que vem por aí:

Capítulo 1

Seguindo o padrão, esta história também tem clima e enredo diferentes dos anteriores. Acredito que seja o que se distancia mais dos outros, tanto que algumas pessoas nem consideram o Cinco como parte da série, mas apenas como uma história que usa os mesmos personagens.

Pessoalmente, não sei qual eram os planos do autor, porém, em alguns momentos da narrativa, eu tive a impressão não de que seria o fim da série, mas o início de uma nova…

Continuando

Então sim, continuamos a seguir a azarada sina de Arthur Dent pelo universo, as situações nonsenses nas quais Ford Prefect tem um talento especial pra se meter, e é onde não só a Trillian McMillan como a Tricia McMillan voltam para a história… Sim – de novo -, elas são a mesma pessoa.

Aqui, no entanto, temos versões paralelas, cada uma lidando com as consequências de suas escolhas e as duas não muito felizes com elas. É também neste Volume onde estes três personagens se reencontram depois de um (bom) tempo em que cada um viveu a sua vida num canto diferente do universo.

Este livro está tão recheado do humor característico de Douglas Adams quanto os outros, entretanto, este foi o que menos gostei. Talvez pela leitura estar permeada por um sentimento de fim… Expectativa esta que será plenamente correspondida nas últimas páginas…

Capítulo 3

The End

Outra das características que ainda está presente, por exemplo, é a crítica ao nosso modo de vida e, ao mesmo tempo, nos fazendo ver de modo diferente coisas cotidianas:

— Eu sei que astrologia não é uma ciência – disse Gail. – Claro que não é. Não passa de um conjunto de regras arbitrárias como xadrez ou tênis, ou… qual é mesmo o nome daquela coisa esquisita de que vocês ingleses brincam?

— Humm… críquete? Autodepreciação?

— Democracia parlamentar. As regras meio que surgiram do nada. Não fazem o menor sentido, a não ser quando pensadas no próprio contexto. Mas, quando a gente começa a colocar essas regras em prática, vários processos acabam acontecendo e você começa a descobrir mil coisas sobre as pessoas. Na astrologia, as regras são sobre astros e planetas, mas poderiam ser sobre patos e gansos que daria no mesmo. É apenas uma maneira de pensar sobre um problema que permite que o sentido desse problema comece a emergir. Quanto mais regras, quanto menores, mais arbitrárias, melhor fica. É como assoprar um punhado de poeira de grafite em um pedaço de papel para visualizar os entalhes escondidos. Permite que você veja as palavras que haviam sido escritas sobre o papel que estava por cima e que foi removido. O grafite não é importante. É apenas uma maneira de revelar os entalhes. Então, veja, a astrologia de fato nada tem a ver com a astronomia. Tem a ver com pessoas pensando sobre pessoas.

Ainda que não seja o meu livro favorito da série, ainda vale muito a pena a leitura, pois é daquelas que deixam um gostinho de quero mais. Tanto que estou pensando até mesmo em comprar o Volume Seis, só pra reencontrar os personagens!

Espero que vocês tenham curtido a viagem até aqui:

O Guia do Mochileiro das Galáxias

O Restaurante no Fim do Universo

A Vida, o Universo e Tudo Mais

Até Mais, e Obrigado pelos Peixes

E não se esqueçam da toalha! 😉

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Até Mais, e Obrigado pelos Peixes!

Volume Quatro

Volume Quatro da Série

Depois de viajar pelo Universo, sobrevivendo à poesia Vogon e guerras interestelares, Arthur Dent está de volta ao seu planeta natal… Mas a Terra havia sido destruída, então, o que diabos está acontecendo?

[Se quiser ter uma ideia do que aconteceu até aqui, pode começar pelas resenhas dos volumes Um, Dois e Três d’O Guia do Mochileiro das Galáxias.]

O caminho que vamos percorrer neste Volume Quatro, acompanhando os protagonistas, será para tentar descobrir o que aconteceu com a Terra anterior… se é que houve mesmo destruição.

Nesta busca por respostas, boa parte da ação se passará aqui no planeta azul, que é onde nos deparamos também com um tema novo na série: romance.

É claro que isto faz com que o livro tenha um tom diferente dos outros, assim como cada um dos volumes entre si, porém, Douglas Adams mostra mais uma vez sua habilidade de contador de histórias ao inserir cenas muito bonitas e poéticas num enredo de ficção científica sem cair em clichês fáceis ou descambar para a breguice.

Podem ficar tranquilos, pois as cenas e diálogos absurdos que escancaram quão risível é a nossa sociedade ainda estão lá, com suas tiradas sarcásticas e inteligentes.

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Novos personagens

Somos apresentados a novos personagens, como Fenny, a garota que é introduzida no prólogo, e Rob McKenna – cujas cenas são algumas das partes mais divertidas do livro –, um motorista de caminhão que vive de mau humor, pois o mau tempo (a chuva) sempre o acompanha na estrada, fenômeno que tem uma estranha explicação, mas não tão estranha para o universo d’O Guia do Mochileiro das Galáxias.

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Velhos conhecidos

Obviamente, ainda temos Ford Prefect, tão louco quanto antes, se metendo em confusões desnecessárias e hilárias. É aqui também que conhecemos o texto de sua contribuição para a edição do verbete d’O Guia sobre a Terra: Praticamente inofensiva – que é o nome do próximo volume.

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Ah, o Marvin, nosso androide paranoide preferido, também está de volta, mas não tanto quanto gostaríamos: “Os que querem respostas devem continuar lendo. Outros podem preferir pular direto para o último capítulo, que é bem legal e é onde aparece o Marvin”.

Outra coisa que gostei bastante, e da qual ri muito, foi a parte em que um grande número de pessoas acredita que a destruição da Terra na verdade foi uma alucinação coletiva provocada pela CIA.

Daí que, como é comum com teorias da conspiração, cada um acha um motivo mais louco do que o outro do como e por que a CIA teria feito isso.

Apesar do tom diferente da história, continua sendo uma leitura boa e divertida. É quase impossível se decepcionar num enredo quando o próprio escritor se coloca em pé de igualdade com seus personagens: “Havia um motivo para contar esta história, mas, temporariamente, fugiu da mente do autor”.

No entanto, este ainda não é o final, ainda temos o Volume Cinco na coleção e o E tem outra coisa… – lançado no 30º aniversário de publicação do primeiro livro d’O Guia, foi escrito por Eoin Colfer com autorização da família de Adams.

Nos encontramos no próximo!

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