Podcast Apokalipson 14 – Anão véi, tá brincando!

Nessa edição do Apokalipson Diogo, Manu e Barbara comentam as notícias mais inusitadas do mundo. Gatos voadores, cachorros, anão que parece criança, dicas da semana e muito mais!

Comentado no podcast:

https://www.facebook.com/Apokalipson

http://english.chosun.com/site/data/html_dir/2020/08/12/2020081200634.html

https://hugogloss.uol.com.br/buzz/surreal-gato-despenca-de-predio-na-cabeca-de-idoso-e-briga-com-cao-de-estimacao-do-homem-assista-a-sequencia-impressionante/

https://extra.globo.com/noticias/mundo/regra-que-obriga-passear-com-cachorro-duas-vezes-por-dia-causa-resistencia-na-alemanha-24594755.html

https://www.youtube.com/channel/UCScvZ5GyHVw1CeZtYEwKqFg

Proteção aos animais

arcabrasil.org.br

“Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais e, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade.” Leonardo da Vinci

Dia Mundial dos Animais é celebrado no dia 4 de outubro, em homenagem ao nascimento de São Francisco de Assis. Porém, aqui no Brasil, no dia 14 de março, nós também temos o Dia Nacional dos Animais.

Como sugere a homenagem ao Santo, este dia não é apenas para animais domésticos, como cachorros e gatos, mas para toda a vida animal do planeta.

Um dos problemas que nossos irmãos animais, sejam eles domésticos ou silvestres, sofrem neste mundo são os maus-tratos. No Brasil há uma legislação específica para este crime que muitas vezes causa a morte do animal, porém, segundo dados da ARCA Brasil, apenas 10% dos casos são solucionados e/ou punidos.

No site desta instituição, você encontra ainda informações sobre esse tema e também orientações sobre como agir caso seja testemunha desse tipo de crime: Crimes contra animais: denunciar vale a pena!

Denuncie

O número do Disque Denúncia é o 181. E, caso seja necessário, em São Paulo, a Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente fica na Avenida São João, nº 1.247 – 7º andar. Os telefones são os (11) 3331-8969, (11) 3337-5746 e (11) 2996-2112.

 

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Passeata contra Cinomose – Pele

Passeata contra Cinomose - Pele - Cachorro Solitário

Vou confessar que eu não conhecia essa doença transmissível por via aérea  e  degenerativa chamada Cinomose.

“A  transmissão direta é por secreções do nariz e boca de animais infectados (espirros e gotículas que saem do nariz quando se respira) é a principal fonte de infecção. O animal doente espirra e contamina o ambiente e os animais que estejam perto. Inclusive, se tiver um ser humano por perto, o vírus pode ser carregado por ele até um animal sadio.*”

A doença vai corrompendo a saúde do cachorro, primeiro os sistemas digestivos e respiratórios depois, o nervoso, vão se comprometendo até que o pobre cão não tenha mais controle sobre seu corpo, se tiver sorte morre logo de inanição ou de crise respiratória, se não, vai enlouquecendo até que suas pernas deixem de obedecer e talvez nem reconheça o próprio dono, não consiga mais se alimentar e assim vai lentamente definhando em um processo que pode durar de dias a meses, de acordo com a fortitude do cão.

O tratamento nem sempre funciona, já que depende muito da resposta do sistema imunológico canino.

Ainda bem que temos uma vacina e um grupo de empresas resolveu organizar uma passeata virtual contra essa enfermidade onde, a cada 50 pessoas que curtirem sua página no Facebook, uma vacina é doada.

Eu ja me cadastrei e criei  meu avatar, o Olim, você também pode fazer sua parte. Um cadastro rapidinho pra entrar na passeata e divulgar mais, ou apenas curtir já ajuda, além de comentar nesse post e divulgar a campanha.

Abraço meu e uma lambida do Olim!

Passeata Virtual para a Vacinação contra a Cinomose.

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*Fonte: http://www.homeopatiaveterinaria.com.br/cinomose.htm 

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Cachorrada – parte 2 – FiFi

Cachorrada - parte 2 - FiFi

A primeira coisa de que Fifi se lembra é de estar em um local escuro, abafado, apertado, onde não existia chão, nem paredes, onde tudo parecia balançar, em que era difícil de respirar, onde outras crianças se debatiam… Ela lembra de ver uma luz fina, por sorte, enquanto a “armadilha” sinistra balançava, ela foi parar perto da luz… Conseguiu, trêmula e fraca, aumentar a abertura. Sentiu seu corpo flutuar no ar, por um instante mínimo parecia que poderia voar, depois a queda.

E é com isso que ela tem pesadelos todas as noites… Ela tem outras tantas lembranças tristes, mas a luta pela sobrevivência era a mesma a cada dia, e as violências sofridas eram tantas que, muitas vezes ela abaixava a cabeça e deixava as coisas acontecendo, pois achava que era o melhor, ou que não tinha outra escolha.

Agora ela já é mulher feita, bela, dadas as circunstâncias de sua vida. Não era muito grande, já que nunca se alimentou direito… Ela vivia solitária, até que conheceu um grupo de excluídos, de párias, vistos como vagabundos, lixo, escória, ralé… Eles a protegeram, o líder do grupo se afeiçoou a ela e, só esperou ela ter a idade certa para lhe ensinar a arte de amar… (Na verdade, ele só comia ela, não tinha nada de amor, e ela, como uma boa cadela, consentia).

Foi aí que ela se tornou a ”Princesa” dos Cães do Baeta, mas era mais como um bibelô, sabia disso e não se importava, agora ela tinha proteção, comida, e até algumas regalias por ser de quem era. As outras do grupo não gostavam muito dela, assim que ela se envolveu com Bob, o Líder, Vick, a preferida anterior, começou a bolar um plano com outras duas e com a ajuda de Igor, braço direito de Bob e apaixonado por Vick, para se livrar da pobre Fifi…

Seria esta noite. Vick prometeu uma noite de amor para Igor se ele conseguisse distrair Fifi para que ela escondesse alguns alimentos nas coisas de Fifi… Para eles, o pior crime, era não dividir o alimento com um irmão, e roubar coisas do grupo para, de forma egoísta, se alimentar só era punido com uma surra e a expulsão do grupo.

Todos sabiam disso… naquela tarde Igor chamou Fifi para dar uma volta, disse que precisava de ajuda para caçar uns ratos na casa de uma senhora solitária no fim da rua. Fifi não desconfiou, já que este era um procedimento normal, todos trabalhavam no grupo, principalmente os líderes, e todos poderiam exercer qualquer função, de acordo com sua capacidade.

Foram caçar… Ela achou Igor mais quieto que o normal… Eles sempre andavam juntos, já que ele era o melhor amigo de Bob e o que ele mais confiava no grupo, acabaram se tornando quase amigos… Ele sabia que a estava traindo, mas a vontade de ter Vick, nem que fosse só por uma noite, era por demais tentadora… Quando a consciência começava a pesar, ele lembrava de quanto tempo sonhou com este momento… E o peso passava, e ele ficava leve, e apaixonado, flutuava no sonho e na esperança de uma noite com aquela que tanto desejou…

Fifi fez algumas piadas, estava feliz, ela não contou pra ninguém, mas achava que estava prenha. Só queria confirmar para poder espalhar a notícia… Ela já ficara outras duas vezes, e nas duas vezes, por motivos desconhecidos, perdera as crianças… Ela tinha medo de não poder ter filhos, o que ela não sabia é que ela realmente precisava tomar cuidado durante a gestação, pois era muito sensível e perderia novamente a cria se não tomasse cuidado.

Voltaram tarde, o trabalho foi duro mas recompensador, quando chegaram à praça onde o grupo estava, eles estavam reunidos, esperando por ela.

Fifi foi acusada de traição. Bob, triste, envergonhado, sentindo-se traído, com raiva… Passou quase todo o tempo do rápido julgamento de cabeça baixa… Igor quase não conseguia tirar os olhos de Vick, que mal conseguia esconder sua satisfação…

Quando os primeiros golpes da surra foram dados, ela sentiu que perdeu a cria, não chorou, não implorou, aceitou a punição e saiu do grupo, humilhada, machucada por dentro e por fora, novamente só… E inocente…

Começou a andar pelo bairro, mas sabia que se ficasse por perto, os ex-companheiros poderiam atacá-la: agora ela era considerada traidora, e, para os cães do Baeta, os traidores eram pior que os inimigos. O último a ser considerado traidor, foi encontrado morto dois dias depois da expulsão… Ninguém sabe direito o que aconteceu… Uns dizem que se jogou na frente do carro por vontade própria, outros que foi forçado por um ou mais membros do grupo… Decidiu então ir para longe, não tinha nada, e tinha que começar vida nova em outro lugar.

Andou durante algumas horas, até que achou uma marquise qualquer para se recolher… Seu corpo doía, o resto de esperança de não ter perdido a cria se foi quando percebeu o sangramento… A tristeza e a solidão tomaram conta dela neste momento, junto com uma violenta febre… Não demorou muito para ela desmaiar… O dia quase nascendo e ela dormiu… Essa marquise era em uma padaria que fechou as portas depois do décimo terceiro assalto em dois anos, então ninguém a incomodou… E ela dormia… e sonhava com um lugar escuro e abafado…

Continua…

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Podcast Especial – Audiodrama do conto “Biruta”

Podcast Especial - Audiodrama do conto "Biruta"

Nesse especial, uma história de Natal que passa longe das tradicionais. Um belíssimo conto de 1961 da escritora Lygia Fagundes Telles.

A história fala da amizade do garoto Alonso e seu cachorrinho Biruta e de um acontecimento marcante na noite de Natal.

Participação desse que escreve e de minha irmã Michelle Catarina.

Ouça essa belíssima história e me conte nos comentários o que achou.

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Abraço!

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Pele 04 – Diferenças sociais no mundo canino

Vídeo feito pelo Grupo Sociedade Alternativa formado por estudantes de jornalismo de Mogi das Cruzes – SP que fala sobre um problema bastante comum na nossa sociedade, que é a dos cães abandonados, e que também demonstra que podemos encontrar soluções. No final fica uma bela mensagem.

DIFERENÇAS SOCIAIS NO MUNDO CANINO

Visite o site do pessoal que criou esse vídeo, lá tem muitas informações interessantes:

Grupo Sociedade Canina.

Nós do Cachorro Solitário apoiamos toda e qualquer iniciativa que busca ajudar os animais. Se tiver alguma sugestão, por favor, nos escreva. Deixe um comentário, mande e-mail ou twitte.

Abraço!

Cachorrada – parte 3 – Rex e FiFi

 

Enquanto eu andava e procurava os caras senti um cheiro familiar… Uma cadela que eu já conhecia… Segui o cheiro cautelosamente, quando vi quem era, o estado que ela estava… Cheguei perto, percebi a respiração estranha, toquei nela e a senti quente demais… Sabia que ela não estava bem, e pelas marcas deduzi que, ou ela brigara feio com alguém que a odiava muito, ou foi acusada de traição… Mas não era hora de pensar nisto, fui buscar ajuda.

Fifi morreria naquele dia, não fosse por Rex tê-la encontrado. No estado febril em que se encontrava, nem percebeu que Rex ficou durante dois dias quase sem sair do lado dela, a observando, pedindo a Deus (da única forma que sabia: uivando) que ajudasse aquela bela criatura a sobreviver… Mas era isso que ela era, uma sobrevivente. No final do segundo dia, Fifi abriu os olhos e encontrou o olhar de Rex.

Ela já havia aberto os olhos antes, durante o delírio da febre, mas eu duvidava que ela realmente entendia o que via. Mas desta vez… Percebi que ela me reconheceu… Mas não pareceu surpresa… Talvez um pouco confusa…

— Oi, como você está? – Perguntei, tentando passar, com um sorriso, uma imagem de confiança. Ela virou o rosto, dava pra ver como estava triste… E eu senti sua tristeza como se fosse uma faca a atravessar meu coração. — Olha, é Fifi seu nome, não é? Meu nome é Rex, não importa o que aconteceu, você está segura agora… Agora você precisa descansar… Tome um pouco de água.

Rex empurrou a bacia de água para Fifi, que tomou bastante do líquido refrescante, depois, cansada, fechou os olhos, e, a última imagem de que lembrou antes de dormir foi o sorriso de Rex.

Esta noite ela não teve o pesadelo de sempre, com um lugar apertado e escuro… Desta vez, ela passeava por um campo enorme, corria e brincava com uma criança, depois ela mesma era a criança, no final, Rex aparecia, sorrindo, e ela sorria de volta. Foi a primeira vez que ela teve um sonho alegre em toda a sua vida… E ela acordou, algumas horas depois, com o corpo dolorido ainda, um pouco triste por causa da cria… Mas ela sorria… O dia estava ensolarado, não estava muito calor, só o suficiente para tornar o ambiente alegre… Ela viu Rex, a alguns metros, de costas para ela, conversando com um de seus amigos.

— Acho que eles passaram dos limites… Você mesmo ouviu, enquanto ela delirava, que ela seria mãe… Aqueles bárbaros precisam de uma lição. – Dino tentara, durante muito tempo, me convencer a atacar os cães do Baeta, mas eu não concordava… Só que agora ele parecia ter razão.

— Vamos esperar que ela acorde, aí sim, dependendo do que ela disser, nós tomamos alguma providência…

— Olha lá… Acho que ela já acordou.

Quando me virei, os olhos dela estavam abertos, e um sorriso cansado aparecia em seu rosto… Ela me parecia fantástica… Como pode uma garota ter sofrido tanto e ainda assim sorrir… Caminhei em direção a ela, tentando manter meus olhos o máximo possível em contato com aquelas duas pedras preciosas… Mas eu não consegui olhar por muito tempo, meu olhar desviava, algo mexia em meu estômago, em meu coração, meu pulmão parecia não funcionar direito…

Passaram a tarde conversando, ela conseguia caminhar, não correr, mas conseguiu chegar até onde o grupo de Rex se encontrava. Ela foi muito bem recebida, e logo de cara percebeu que, embora Rex fosse o mais respeitado, não havia um líder, cada um tomava conta de si mesmo e de mais alguém, raramente alguém ficava sozinho, a não ser que assim desejasse, como costumava acontecer com Rex, pelo que ela ficou sabendo, até a chegada dela, ele quase sempre andava sozinho por aí. Ela o achava fantástico, gostava do modo com que ele tratava, não só ela, mas a todos: com respeito.

Uma semana depois de sua chegada, ela já fazia parte do grupo. Insistiu para que Rex, Dino e os outros deixassem de lado os Cães do Baeta, e que a vida agora dela era outra, o que passou, passou.

O que Fifi não sabia, era que os Cães do Baeta planejavam um ataque contra eles… Vick descobriu que ela havia se unido a Rex, e foi o pretexto perfeito para convencer Bob de que Fifi era uma traidora, e que revelaria seus segredos para o inimigo.

Eles observavam o grupo de Rex dormindo, eram 8. O grupo de Bob tinha 10, e ainda por cima o fator surpresa…

— Atenção, rapazes, preparar para atacar.

Eu não estava dormindo ainda… Na verdade, observava a Fifi dormir, pensava nela… Não sabia exatamente o que aconteceu com ela, mas sabia que ela precisava de um tempo até se relacionar com alguém novamente… Só que eu corria o sério risco de virar amigo… E ficar na mão depois. Quer saber, dane-se, seja o que Deus quiser. Se ela quiser ficar comigo, ótimo, se não, serei o melhor amigo que puder pra ela.

Parei de devanear quando vi uma sombra se aproximando… antes de me virar senti um golpe no meu pescoço.

Continua…

Uivo na noite chuvosa

Uivo na noite chuvosa

Leia aqui a Parte 2.



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