Projeto Leia Mulheres

Leia Mulheres

Não me lembro exatamente como fiquei sabendo do projeto Leia Mulheres, mas me lembro de como a proposta me fez olhar a minha estante e buscar na memória as obras que li durante a vida e quantas delas tinham sido escritas por mulheres…

É claro que havia autoras em meio ao meu percurso literário e que foram importantes na formação do meu senso estético e artístico, mas o passo seguinte desta busca foi me fazer reparar na discrepância em relação à quantidade de artistas homens e mulheres.

Era um número gritante, e foi assustador tomar consciência dele.

Desde então, tenho pensado mais minhas escolhas de leitura. E isso não significa que não leio mais homens – alguns deles ainda são meus favoritos rs –, significa que tenho sido mais crítica com minhas leituras e suas influências.

O projeto existe em várias cidades do Brasil, e confesso que, apesar de acompanhar pela internet há algum tempo e até já ter lido alguns dos livros discutidos no grupo de São Bernardo, a primeira vez em que fui num encontro presencial foi somente em setembro.

Ah, apesar do nome do projeto deixar algumas pessoas confusas, os clubes de leitura não são só para mulheres, homens podem ler e participar. O nome refere-se apenas ao conteúdo, que é – evidentemente – ler (obras escritas por) mulheres.

Você pode acompanhar o projeto pelo site que, além da divulgação das agendas dos grupos de leitura, também tem resenhas e outros conteúdos relacionados, ou pelo Facebook, Instagram, Twitter e Pinterest.

Eu achei a experiência enriquecedora e espero poder participar dos próximos encontros!

E você, já participou (ou participa) de algum clube de leitura? Conte-nos sua experiência nos comentários!

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Leia mais no blog:

A Senhora da Magia – As Brumas de Avalon

Clarice Lispector

A mulher desiludida 

Dina Salústio e Graciliano Ramos

Narradores de Javé, de Eliane Caffé

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Mosca – Eega – Makkhi – Filme Comentado

Makkhi

O mosca indiano

Olá!

Após a morte, o que faria ao reencarnar em uma Mosca? Viveria feliz em sua comunidade ou buscaria vingança contra o vil assassino?

Já falamos de diversos filmes aqui no Blog, mas dessa vez vou comentar sobre uma película que vai muito além da nossa zona de conforto, a Mosca (Eega ou Makkhi).

Sempre ouvi falar que os filmes vindos desse país, a Índia, são musicais e todo mundo dança conversando. E isso me afastou, até que vi o trailer do épico Baahubali (comentarei em outro momento) e decidi dar uma chance.

Eega é o segundo filme indiano que vi na vida.

O que é legal desses filmes do oriente é que de cara já é doida a diferença das produtoras, são coisas completamente novas e bem diferentes das que estamos acostumados (como as grandes produções dos EUA) ou ainda aqueles inúmeros patrocínios culturais e governamentais como aqui no Brasil e em diversos países da Europa.

A história

O filme começa com uma criança indo dormir e pedindo ao pai que conte uma história sobre uma mosca e um homem mau, o que de cara dá um ar de fantasia à história, mesmo que esses personagens jamais voltem a aparecer na trama.

dança indiana

O jovem Nani, eterno apaixonado por sua vizinha, a artista de miniartes Bindhu, faz de tudo para conquistar a amada, que acaba se envolvendo (profissionalmente) com o mulherengo, rico e mimado vilão Sudeep.

O idioma Híndi falado no filme é completamente alienígena pra mim, por isso  senti falta de legenda nas músicas nas cenas de ação da mosquinha, mas me fizeram pensar que falavam dos feitos épicos do pequeno herói inseto. 

Assassinato

Muitos de nós ficaríamos muito chateados caso virássemos uma mosca, mas não Nani. Assim que ele tem ciência de sua peculiar condição, parte em busca de vingança e de reaver seu amor.

É aí que o filme dá uma guinada que eu achei chocante.

A mosca quase invisível

Reencarnação

Depois de vermos um brutal homicídio qualificado (por motivo torpe) seguido de um fenômeno sobrenatural, vamos parar no meio de um desenho da Pixar, colorido, de dia, com a mosca nascendo de um ovo em CGI que faria com que muitos de nós ocidentais saíssemos da sala de cinema.

Claro que essa sensação é passageira, e em vários momentos somos convencidos da veracidade dos fatos pela atuação da mosquinha, que faz de tudo para sua amada descobrir quem ele é e, juntos, partirem para vingança – sem dispensar o uso de uma armadura de proteção contra veneno e armas perfurocortantes que auxiliam nosso milimétrico herói a conseguir o que deseja.

Tecnologia indiana

Muitas reviravoltas, humor e terror acontecem. As cenas em que o vilão é torturado e vai enlouquecendo com o ataque da mosca vão de brilhantes a tensas – quem nunca perdeu o sono por causa de um inseto?

Não vou aqui revelar o final do filme, mas tem momentos muito emocionantes e ternos, além de uma ação doida e milimetricamente épica, com direito a antigos espíritos do mal invocados por um bruxo em corpos de pássaros.

A Mosca fugindo

Enfim, fica aí a dica. Eu gostei bastante, apesar da estranheza e do inusitado, recomendo que veja com a mente aberta, algum petisco, bebidas da sua preferência e boa diversão.

IMDB 

Eega – Makkhi – A mosca

Gênero: Animação, Drama, Ficção Científica e Fantasia

Lançamento: 2012

Duração: 180 minutos

Estúdio: Ficus

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A Senhora da Magia – As Brumas de Avalon

A Senhora da Magia

 “… um país governado por sacerdotes é um país cheio de tiranos na Terra e no Céu.” (Morgause)

Morgana é quem nos guiará através das tramas que levaram a que fosse conhecida como Morgana, a Fada (ou Morgana das Fadas) e à ascensão e queda de seu irmão Artur como Grande Rei de toda a Bretanha.

Apesar de estar diretamente envolvida na história, Morgana é uma boa narradora já que parece ter uma percepção excepcional, muito sensível ao que acontece ao seu redor desde tenra idade.

Esta será uma marca desta série de livros: os acontecimentos que regeram a vida das pessoas do reino pela visão das mulheres que ali estiveram presentes como sujeitos e agentes das mudanças.

PrólogoAsBrumasDeAvalon

As Brumas de Avalon

A narração propriamente dita começa no verão em Tintagel. Aqui, somos apresentados à Igraine, esposa do Duque Gorlois, irmã de Viviane – Grande Sacerdotisa do Lago – e mãe de Morgana – futura Senhora do Lago.

Por Igraine nos é apresentado o primeiro contraste entre as estruturas do cristianismo nascente e da Velha Religião, pois, apesar de não ter se aprofundado nos mistérios da Ilha Sagrada – Avalon, ela é muito mais instruída e culta do que o padre responsável pela Cornualha, por exemplo, mas para o qual tem que mostrar respeito e silêncio por ter se casado com um homem cristão.

O contraste não se dá apenas pela diferença de instrução e “importância social”, mas também pelo grau de liberdade que as mulheres da Ilha têm e que as mulheres cristãs não têm. Na verdade, mesmo os homens parecem ser tolhidos em pensamentos e ações pelas restrições do cristianismo.

Nesta mesma casa, conhecemos Morgause, a caçula das três irmãs que descendem da linhagem real de Avalon, e que terá um papel importante nos destinos do reino, atuando sempre nas sombras.

Numa conversa entre as três irmãs, também participa o Merlim – pai de Igraine, mas não de Morgause e Viviane. E aqui percebemos como as mulheres de Avalon são livres para exercer sua sexualidade sem amarras (é claro que isso inclui a liberdade sexual dos homens também). Enfatizando mais uma vez a liberdade frente às censuras cristãs.

Por isso, muitas vezes, as mulheres (sacerdotisas) da Ilha de Avalon são chamadas de bruxas e feiticeiras, não por suas visões e “poções”, mas por suas atitudes. Negando-se a serem as mulheres submissas e recatadas que o cristianismo pregava.

Esta será uma característica constante do enredo. Os personagens, por suas ações e palavras, espelham as diferenças filosóficas entre o cristianismo e a Velha Religião. Normalmente, colocando a Velha como uma crença que celebra a vida e sua plenitude, e o Cristo como um ser triste que pesa a vida com a morte.

Um bom exemplo de como este contraste se faz presente mesmo quando não se está referindo a ele objetivamente é a relação entre Igraine e Gorlois. Em muitas situações, eles parecem representar Ceridwen e Cristo respectivamente. Ceridwen, apesar de ícone de uma velha tradição, parece jovial pela sua celebração à vida e liberdade que confere aos seus crentes. Já o Cristo, mesmo representando uma religião nascente, com todas as suas restrições e noções de pecado parece ter nascido como um velho monge intransigente.

No entanto, esta aparente liberdade também guarda os seus dogmas. Quando Morgana fala de seus anos como “noviça” na Ilha, por exemplo, tudo o que ela diz é

“— O que não é óbvio é secreto.”

Numa outra cena, Galahad (Lancelote) fala como vê a mãe, Viviane, enquanto Sacerdotisa e, por isso, como representante da Deusa na Terra:

“— Ela é grande, terrível e bela, e só se pode amá-la, adorá-la e temê-la.”

Ainda naquela mesma conversa, é revelado como Viviane e o Merlim tramam para que o próximo rei seja um que consiga fazer com que a velha e a nova religião convivam pacificamente. Para isso, planejam sua vida mesmo antes de seu nascimento…

“— Você acha que a nossa feitiçaria pode fazer coisas além da vontade de Deus, minha filha?”

Esta fala de Merlim demonstra como ele realmente acreditava que a convivência pacífica entre as duas religiões seria possível. Mas nada é tão simples quanto parece, pois, além da missão de unir estas diferentes crenças, Artur – o rei predestinado – também teria a missão de unir todos os pequenos reinos da Bretanha para que conseguissem impedir de uma vez por todas as invasões saxãs, contras as quais lutavam há muitas décadas e lutariam por muitas ainda mais.

Intrigas permearão toda a saga, sejam elas tramadas nos corredores do castelo de Camelot ou nas terras ensolaradas de Avalon – todos tentando desesperadamente defender o seu quinhão, seja por um ideal ou ganância.

Livro 1 – A Senhora da Magia

Capa - Livro 1 - As Brumas de Avalon - A Senhora da Magia

Com relação ao título, apesar de, em certo ponto da história, Morgana ser chamada de Senhora do Lago, esta Senhora da Magia pode ser entendido como Morgana – representando um último suspiro de uma religião que está morrendo – ou como Viviane – última grande sacerdotisa desta crença.

Ler este volume foi como presenciar os últimos lampejos de força de uma religião antiga – que veio de uma mais antiga ainda – e os esforços de seus seguidores mais fiéis na tentativa de mantê-la viva e, talvez, com parte da grandeza e vigor que possuiu um dia.

Leia mais no blog:

A Grande Rainha – As Brumas de Avalon (Livro 2)

O Gamo-Rei – As Brumas de Avalon (Livro 3)

Projeto Leia Mulheres

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Os sofrimentos do jovem Werther

os_sofrimento_do_jovem_werther - Breve resumo

Breve resumo

O título original deste livro é apenas Werther e foi escrito pelo alemão Goethe em 1774. É a obra que marca o início do Romantismo na literatura mundial.

O romance é epistolar, assim, a história contada através de cartas tem muito de autobiografia, mas o autor mudou fatos, nomes de pessoas e locais. Por isso, mesmo baseando-se em fatos verdadeiros, este romance é uma ficção.

O personagem escreve para um amigo, Wilhelm, e nessas cartas conta-lhe o início e o desenrolar de uma paixão intensa por Carlota – que é comprometida com Albert.

[Lembrei-me do poema do Drummond… apesar destes dois autores terem estilos completamente diferentes…]

Mesmo sem se envolver, Werther convive com Carlota e Albert, sufocando sua paixão, tornando-a avassaladora.

Os sofrimentos do jovem Werther levam-no a buscar refúgio na natureza, mas a certeza da impossibilidade de concretização do amor leva-o ao desespero – culminando com seu suicídio.

A obra serviu de parâmetro para algumas das principias características do Romantismo como o sentimentalismo exagerado, a morte como solução e a descrição da natureza como refúgio para a dor.

Na época em que foi publicado, Os sofrimentos do jovem Werther causou tamanho impacto na Alemanha que os jovens começaram a se vestir como o personagem é descrito no livro e, muitos deles, inspirados também pela obra, cometeram suicídio como se fosse um ato de coragem romântica, como uma valorização do sentimento frente aos sofrimentos causados pelas limitações práticas e morais da sociedade.

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O ano em que meus pais saíram de férias

O ano em que meus pais saíram de férias - Cachorro Solitário

O ano em que meus pais saíram de férias” (2006), do diretor Cao Hamburger, conta a história de um garoto que é deixado aos cuidados de seu avô enquanto seus pais saem de férias.

O filme se passa na época da ditadura militar, e seus pais, na verdade, são militantes de esquerda que são obrigados a viver na clandestinidade por causa de suas posições políticas.

Então, para proteger o filho, deixam-no com o avô.

O avô falece poucas horas antes da chegada do menino ao bairro que, diante da situação, fica aos cuidados de um velho judeu solitário amigo de seu avô.

O contato com uma cultura diferente fará com que o garoto aos poucos perceba a complexidade e a diversidade das relações humanas.

Aprende a conhecer e respeitar uma cultura que é diferente da sua, mas aprende também a conhecer e respeitar toda e qualquer diferença, seja ela social, étnica ou cultural, pois o bairro em que está vivendo agora é marcado pela convivência entre a comunidade negra, italiana e judaica.

Convivência essa que é ilustrada no filme pela percepção e pelos comentários que o menino faz acerca de uma partida de futebol que acontece no bairro envolvendo essas três comunidades.

O ano em que meus pais saíram de férias - cena

Com delicadeza, o filme mostra como a política intervia no cotidiano dessas pessoas de modo sutil e não declarado, o que era dito, era dito clandestinamente.

No entanto, aos poucos, toda censura e a repressão militar mostram seus efeitos práticos e cruéis: só a mãe do menino volta para buscá-lo. Quanto ao pai, o filme deixa a entender que, pego pelos militares, talvez não volte jamais.

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Elsa & Fred

Elsa & Fred - Um amor de paixão

Um amor de paixão

Elsa & Fred, de produção argentina e espanhola, é um filme que conta a história de um casal de apaixonados. Um casal de velhinhos.

Elsa é uma senhora que procura aproveitar ao máximo todos os momentos de sua vida e, para isso, inventa algumas histórias sobre si mesma que a tornam mais interessante.

Fred é um recém-viúvo um tanto quanto hipocondríaco que se “esconde” da vida no seu apartamento, tento como companhia seu cachorro Bonaparte.

A produção que utiliza o tempo todo da intertextualidade, pois é cheio de referências ao filme A Doce Vida do diretor italiano Federico Fellini.

Intertextualidade porque o filme coloca-se como obra de arte que, além de fazer referência a uma obra anterior, de certa forma também pode ser visto como uma releitura.

A Doce Vida acompanha as angústias de um homem de meia-idade que conhece uma mulher exuberante pela qual se apaixona. Essa mulher faz-lhe pedidos estapafúrdios que transformam a banalidade de suas vidas.

Elsa & Fred conta-nos de uma velhinha que foi tão bela em sua juventude quanto a atriz do filme italiano, a tal ponto de identificar-se com ela e, por isso, tenta fazer com que a sua vida (e a de Fred), mesmo na velhice, seja tão sublime quanto o filme.

Elsa & Fred é de uma delicadeza extraordinária, em que são expressos de forma surpreendentes sentimentos de carinho e compreensão humana, além de ser um alento a mais para aqueles que acreditam que nunca é tarde para se realizar um sonho.

P.S.:

Como quase todos os bons filmes não hollywoodianos, este também teve uma versão americana:

Under the Shadow

Djinn

Com muitas variações no título em português, Sob as sombras, Sob a sombra e mesmo À sombra do medo, Under de Shadow chegou ao Brasil em janeiro deste ano pela Netflix.

O longa, escrito e dirigido pelo estreante Babak Anvari, é uma produção conjunta entre Reino Unido, Irã, Jordânia e Qatar, e recebeu grande destaque nos festivais de Sundance e Toronto After Dark de 2016, ano de seu lançamento.

Começamos a história acompanhando Shideh (Narges Rashidi) em sua tentativa de voltar aos estudos de Medicina, que se vê frustrada por um agente do governo que usa seu passado na militância política durante a Revolução Iraniana como motivo da recusa.

O ano é 1988, o último do conflito Irã-Iraque, um dos mais longos do século 20.

Então, quando Iraj (Bobby Naderi), médico formado, é chamado pelo governo a atuar no front, Shideh se vê incompreendida pelo marido em sua frustração e, ao mesmo tempo, sozinha em sua responsabilidade em cuidar da filha do casal, Dorsa (Avin Manshadi).

Mãe e filha

Mãe e filha vivem uma rotina de quase confinamento intercalada com as constantes corridas até o abrigo do prédio sempre que os alarmes da cidade soam, avisando que mais um dos ataques diários está vindo.

Num destes bombardeios, um míssil atinge o teto do último andar do prédio onde moram, deixando rachaduras por todo o edifício, inclusive no teto da sala do apartamento de Shideh.

Apesar de não ter explodido, o míssil parece ter trazido consigo o mal em muitas formas. Dorsa começa a ter dificuldades pra dormir e uma febre que não tem motivo aparente, mas que também não vai embora, e lhe traz – é o que sua mãe acredita – alucinações.

No entanto, uma vizinha diz a Shideh que há a presença de um Djinn entre elas.

Isolamento

A partir daí, o isolamento de mãe e filha vai crescendo conforme a tensão no filme vai aumentando, fica difícil – pra nós e para as personagens – saber o que é real e o que não é.

Neste drama de terror e suspense, nos deparamos o tempo todo com os percalços que uma mãe encontra pra criar seus filhos num ambiente habitado pelo medo constante – da guerra e do sobrenatural.

Também presenciamos as consequências da Revolução para as mulheres.

Numa cena em que Shideh corre assustada para a rua com a filha e é presa por não estar com roupas adequadas. O crime, passível de ser castigado com chibatadas, é por não estar usando o chador – que, ironicamente, é a vestimenta do Djinn que as assombra.

Apesar dos simbolismos de crítica social, misturando os medos reais com os sobrenaturais, Under the Shadow não perde o foco da trama.

Anvari constrói as personagens com consistência, então acompanhamos a guerra e a sociedade pela subjetividade delas, principalmente da mãe, de modo que, quando o terror acontece, ele não é gratuito, você se importa, pois ele tem o seu peso e o seu significado.

Mais:

Confira uma entrevista (em inglês) com o diretor Babak Anvari.
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Mônica – Força!

Mônica

O mês de março acabou, mas é sempre tempo de falar sobre mulheres fortes e inspiradoras!

No vídeo da série sobre quadrinhos, Diogo Scooby fala sobre Mônica – Força, de Bianca Pinheiro.

Se liga!

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Apresentação e edição: Diogo Scooby

Produção: Eduardo Leandro

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