Ms. Marvel

ms marvel nada normal kamala

Ms. Marvel Nada Normal

A editora Marvel nos apresenta uma personagem que me fez questionar: Quem é Kamala Khan?

Diogo Scooby comenta suas impressões sobre Ms. Marvel – Nada Normal (vol. 1), HQ na qual acompanhamos uma adolescente com seus ídolos e neuras se transformando numa divertida heroína 😀

Confira:

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Apresentação e edição: Diogo Scooby

Produção: Eduardo Leandro

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Liberdade (ou quem foi Martha Washington?)

HQ Liberdade de Frank Miller

Martha Washington.

Mulher, pobre, negra, segregada, inteligente, forte, batalhadora, talentosa… Estes adjetivos serviriam para muitas mulheres que já conheci durante a vida, e ajudam a responder o questionamento acima.

Frank Miller (roteiro) e Dave Gibbons (desenhos) entregam em 1990 a HQ Liberdade, apresentando Martha Washington que, nascida sob um governo segregador, consegue, contra todas as estatísticas, crescer forte e se juntar às forças armadas. 

Em um mundo onde os pobres são separados por muros e grades, Martha se destaca em uma instituição extremamente machista, quebra barreiras, muitas vezes usando de extrema violência para sobreviver e vencer em tempos de guerra e paz.

Hoje, temos Trump como “presidente do mundo”,  megacorporações sempre manipulando para nos manter escravos com ilusões de escolha, vivendo em uma liberdade fictícia.
 
Diante de performances de políticos, manipulações midiáticas e guerras com interesses econômicos, contemplamos esta obra-prima de ficção científica da nona arte.

Vivemos em um mundo semivirtual onde o Twitter dita tendências, youtubers são celebridades e críticos de Facebook acreditam mandar na política, mesmo tendo pouco ou nenhum efeito prático.

Achamos saber tudo quando somos tão imbecis quanto sempre, e poucos buscam o que importa: A Liberdade.

Saiba mais:

Liberdade – Um Olhar Feminino nos quadrinhos de ação:

Nosso Canal do Youtube está lançando uma série de vídeos sobre protagonistas femininas em HQs de ação.

Ao lançar um olhar sobre estas importantes personagens, procuramos trazer à tona questões atuais e relevantes.

Nesta edição, a arquiteta e urbanista Cláudia Bastos Coelho apresenta o primeiro arco da personagem, LIBERDADE.  


Recomendação:

Onde está Martha Washington?

Obs.: Foram 6 histórias publicadas sobre Martha, mais o encadernado The Life and Times of Martha Washington in the Twenty-First Century, ainda sem publicação no Brasil (Olá, editoras!)

Homem Animal – O Evangelho do Coiote

Coiote Animal

Quem é o Homem Animal?

Buddy Baker andava tranquilamente pelos campos de sua pacata cidade quando um artefato caído do espaço lhe deu o dom de copiar poderes dos animais próximos. A partir daí, ele decide utilizar seus poderes para lutar contra o crime.

Anos depois, casado e com dois filhos, vê como uma possibilidade de crescimento pessoal e profissional o fato de ter tais dons, fazendo o possível para se unir a outros heróis em um novo modelo empresarial da Liga da Justiça.

O Homem-Animal foi resgatado das masmorras do esquecimento pelo novato (na época) Grant Morrison, que desconstrói e restabelece esse herói único no panteão da DC Comics.

O Evangelho do Coiote

capa_evangelhoNessa edição (parte 1 de 3 do arco do Grant Morrison), vemos um herói diferente, um tanto inseguro e enferrujado com relação a seus poderes, que se surpreende como nós leitores a cada página.

Temos aqui as 9 primeiras edições. As 4 primeiras trazem um arco que envolve outro herói, o africano Fera Buana, que tem o bizarro poder de fundir criaturas vivas em quimeras que obedecem aos seus comandos. Logo de cara, nosso querido Homem-Animal enfrenta um Homem-Rato que arranca seu braço, além de termos ainda macacos fundidos e baratas humanas gigantes… tudo em um clima de terror e aventura poucas vezes desenvolvido.

Diversas metáforas estão espalhadas neste arco, referências diretas a caças e caçadores que parecem soltas, mas dialogam diretamente até se cruzarem com a vida de nosso herói, em uma aula de construção da narrativa, como de costume nos trabalhos do senhor Morrison.

Após isso, temos o clássico “O Evangelho do Coiote” (história que dá nome a esse encadernado), um verdadeiro clássico instantâneo da 9ª Arte, imperdível para qualquer entusiasta.

Na sequência, temos outras ótimas histórias até finalizar a edição com uma deixa para o próximo volume.

Temos em meio a isso diversas surpresas, como a aparição do Superman, que serve – talvez – pra deixar claro que o Homem-Animal faz parte do mesmo universo que outros famosos super-heróis. Além de eventualmente outros membros do panteão DC, como Ajax, o caçador de Marte, que aparece com toques sutis de humor e sabedoria, agindo em meio a situações corriqueiras de uma família simples.

O Evangelho do Coiote_001

O Homem-Animal nos brinda ainda com importantes mensagens ecológicas, de maneira dramática revela até que ponto somos capazes de prejudicar nossos irmãos do reino animal. Mostrando também mazelas pelas quais qualquer humano comum pode passar, com relances de diferentes culturas, como na edição dos Tanagarianos, tudo norteado pelo bem maior do Buddy: sua família.

A edição em si é muito bonita, com uma introdução de 1991 do próprio autor e reprodução das capas originais.

Pai, marido, defensor dos animais, poderoso, inseguro, destemido, anacrônico e moderno, o Homem-Animal certamente nos mostra o quão profundo e divertido pode ser um verdadeiro Super-herói.

 

DETALHES DA PUBLICAÇÃO

Linha editorial: Vertigo

Editora: Panini

Formato: 17 x 26 cm

Capa: Cartão

Lombada: Quadrada

Tipo de papel: Pisa brite

Número de páginas: 252

HISTÓRIAS ORIGINAIS

The Animal Man 1-9

Batman: A Piada Mortal (filme)

Piada Mortal Batman

Animações da DC Comics

A DC Comics vem com um histórico de décadas produzindo ótimas animações direto para TV ou vídeo, em que diversos projetos encabeçados por Bruce Timm fizeram sucesso entre os fãs. Numa decisão ousada, começou a adaptar histórias diretamente dos quadrinhos regulares, estreando com “A Morte do Superman” (2007) e passando por diversas outras histórias, como as recentes adaptações “Flashpoint”, “O Retorno do Cavaleiro das Trevas” e ” O Trono de Atlantis”.

Quadrinhos

Batman A Piada Mortal 03

Chegou a vez da DC lançar a animação do clássico “A Piada Mortal”, escrita por Alan Moore (não creditado na animação) e desenhada por Brian Bolland (esse sim creditado), traz a origem do famigerado vilão Coringa sendo um contraponto ao herói Batman, como se um fosse o espelho do outro. Além de um plano em que o palhaço do crime quer provar que “basta um dia ruim” para que uma pessoa comum se torne louca. Para isso, ele escolhe nosso querido Comissário Gordon, que passa por indescritíveis torturas psicológicas e físicas (inclusive sexuais) para que se quebre, enlouqueça.Batman A Piada Mortal 05

Na linha de fogo, sua filha Barbara acaba sendo atingida. Algo que mudou para sempre o destino da heroína conhecida como Batgirl, mas que demonstrou a força da personagem, pois ela continuou combatendo o crime, mesmo depois de todo o trauma.

O Filme

Com escopo muito maior que o da HQ, a animação “Batman: A Piada Mortal” traz uma luz maior à Barbara Gordon (Batgirl) que, a meu ver, é a verdadeira protagonista desta adaptação, mostrando que ela, embora jovem, já seja uma experiente combatente do crime, porém ainda sob a asa do seu tutor Batman (que se vê traumatizado pelas perdas, principalmente pela morte do Robin pelas mãos do Coringa, fato que não é citado, mas demonstrado em determinado momento da fita).Batman A Piada Mortal 02

No primeiro ato, vemos a dupla de vigilantes no encalço de alguns mafiosos, com explosões, tiroteios e assassinatos entre os membros da máfia.

Também nos é apresentado como Barbara é em sua vida privada, trabalhando como bibliotecária, meio hacker, sempre muito organizada e sistemática, apaixonada pelo que faz em cada momento e se entregando aos prazeres enquanto mulher independente e forte. Assim que a situação com os mafiosos é resolvida, entramos no segundo ato com a revelação de bizarros assassinatos do passado e a descoberta de que o Coringa escapou do Asilo Arkham, deixando Batman ainda mais psicótico em sua busca por pistas sobre o paradeiro do palhaço – que ataca inesperadamente o Comissário e sua família, trazendo o bizarro, o grotesco e a insanidade em seus aspectos mais doentios.

Daqui até o final, temos praticamente a transposição da HQ. Talvez fiel até demais pra alguns, alguns enquadramentos podem parecer estranhos. Eu particularmente gostei, até mesmo os flashbacks – que na HQ eu achava chatos – ficaram interessantes pela brilhante dublagem de Mark Hamill.

Batman A Piada Mortal 07

Tive a oportunidade de ver pela primeira vez uma animação da DC Comics no cinema, em uma sala repleta de fãs, e confesso que achei bem relevante, com pessoas rindo nas cenas divertidas e em silêncio sepulcral nos momentos de tensão (tenho certeza que um gordo nerd atrás de mim chorou em determinada cena).

Conclusão

Minha opinião sobre o filme: Eu gostei. Como adaptação está bom. Não muda em essência o que foi publicado e amplia a história, mostrando um antes e depois dos fatos publicados anteriormente, me deixando mais apaixonado ainda pela Barbara Gordon/Batgirl, que é quem deveria estar no pôster, pois é a verdadeira protagonista, além de um exemplo de força e superação, como sempre foi, e isso se complementa em um epílogo muito instigante, algo que não existe nos quadrinhos, mas que faz parte do que a personagem veio a se tornar. O DVD do filme Piada Mortal já está à venda.

PicsArt_07-25-10.53.57Expectativa na entrada do cinema. Filme exibido exclusivamente em algumas salas Cinemark em 25/07/2016.

Ronin – Frank Miller

Miller

Começando no Japão feudal, esta minissérie – publicada entre 1983 e 1984 – mostra a história de um jovem samurai que perde seu mestre durante uma batalha contra o demônio Agat, que, por sua vez, estava em busca da espada encantada guardada por seu mestre.

Capa Ronin – Frank Miller

O discípulo tenta vingar a morte de seu mestre, mas no confronto final – não tão final assim – contra o assassino, o jovem Ronin e o demônio acabam aprisionados na espada mágica pela qual lutavam.

Ambos renascem séculos depois numa caótica e altamente tecnológica Nova York do século 21.

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Loki

Loki

Quando assisti Thor, confesso que achei que tinha sido o filme mais fraco da Marvel – dessa nova leva e dos que eu já tinha visto, é claro.

Por outro lado, os pôsteres que eles iam soltando antes do lançamento do filme, principalmente os “The God/Goddess of…” me deixaram curiosa sobre os personagens.

Principalmente esse aqui:

The God Of Mischief

No fim de tudo, da sessão de cinema, acabei achando este o melhor personagem do filme e fui atrás de informações para conhecer mais sobre ele.

Eu estava tão numa "fase" Loki que acabei ganhando essa HQ :)

Eu estava tão numa “fase Loki” que acabei ganhando essa HQ 🙂 (Atualização no final do post)

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Santo dos assassinos

Santo dos assassinos (spin-off)

Santo dos Assassinos é uma minissérie em quadrinhos, quatro edições, e que vale muito a pena ser lida por quem gosta de HQs, por quem gosta de faroeste e por quem gosta dos dois… como eu! 😀

[Atenção! #spoilers]

#1

A história começa numa época contemporânea à nossa. Um senhor sai para caminhar com um rapaz que é matador de aluguel.

Durante a caminhada, o mais velho se pergunta e pergunta ao mais novo se este conhece a lenda do Santo dos assassinos.

A partir daí, somos transportados para o Velho Oeste americano para acompanhar a história de um ilustre desconhecido.

O narrador vai nos dando algumas pistas de quem é/era aquele que um dia será a entidade para a qual os matadores profissionais dirigirão suas preces à beira da morte.

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Tenho que dizer que essa parte #1 é totalmente faroeste: temos o herói enigmático (que não é bem um “herói”), temos caravanas andando (quase) sem rumo em busca de um lugar menos pior melhor pra viver, brigas no saloon, médico da cidade bêbado, xerife que não dá conta de enfrentar os bandidos…

Enfim, tudo o que há de mais clichê e mais legal em filmes desse estilo!

Bom, no fim dessa edição acontece uma coisa que deixa nosso protagonista possesso de ódio e ele jura se vingar daqueles que acredita serem os responsáveis por tal coisa ter acontecido…

E assim esperamos ansiosamente pelo próximo capítulo.

#2

Iniciamos a parte #2 vagando em busca de vingança.

Lobos

E descobrimos um pouco mais sobre o nosso misterioso protagonista.

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Esta parte da história é construída intercalando o passado do Santo e o presente daqueles que destruíram a sua vida. Até que ele os encontra.

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E tem início a matança. No entanto, sua vingança não sai exatamente como ele havia planejado.

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#3

A vingança não dá certo e nosso herói vai parar, literalmente, no Inferno.

O interessante neste ponto da história é que fica claro que ele só foi parar nos domínios inferiores porque, como estava cego de ódio, acabou matando uma única pessoa que era realmente inocente.

Imaginem o seu ódio…

Ódio - Inferno

No andar de baixo, ele encontra os fantasmas de todos aqueles que mandou pra lá, mas, ainda assim, sua alma e seu coração estão tão cheios de ódio que ele congela o Inferno!

Inferno congelado

Coração gelado

Este capítulo da história se passa todo no Inferno, então, a narrativa acaba perdendo as suas características western.

Essa quebra me incomodou um pouco, porque eu já vinha num certo ritmo de leitura e criei uma certa expectativa, mas a qualidade do roteiro conseguiu dirimir isso durante a leitura, pois, nessa parte, por exemplo, temos uma conversa muito interessante entre o Anjo da Morte e Lúcifer, e também descobrimos finalmente como o nosso homem sem nome tornou-se o Santo dos Assassinos.

#4

O capítulo final da história começa com a saída triunfal do nosso, agora já instituído de seus poderes, Santo dos assassinos.

E quando eu digo que é triunfal é porque é TRIUNFAL mesmo!

Saída

Saída do Inferno

E aí, sim, caminhando novamente sobre a terra, o Santo tem a sua vingança, acompanhada, agora sim, de um verdadeiro massacre.

Massacre

Massacre 2

Final

“Assim o velho terminou a versão que conhecia da história que acaba de ser contada.”

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P.S.: Santo dos assassinos é um especial da série Preacher.

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