Podcast Apokalipson 13 – Filmes sobre o Fim do Mundo

Em mais uma edição apokaliptica de nosso podcast, Diogo “Scooby” Lima e Barbara Coelho recebem o falamos sobre filmes que retratam o fim do mundo ou da humanidade como a conhecemos, dessa vez recebendo diretamente do Cine Masmorra, uma pessoa que merece o respeito tecnológico, Angelica Hellish e o Inoxidável Marcos Noriega.

Macacos mutantes, vírus, meteoros e muito mais só aqui no Apokalipson, o Podcast mais apokaliptico da podosfera brasileira!

https://www.facebook.com/Apokalipson


Masmorra cine, site dos nossos convidados:

https://masmorracine.com.br/

Canal Russo de filmes fenomenais:

https://ok.ru/video/c2330404

Música final:

https://www.jamendo.com/track/765189/cai-fogo-e-o-fim-do-mundo

A ARTE E A VIDA

A profissão de ator, de artista, nem sempre é reconhecida devidamente, mas o fato é que de ator e de artista todos nós temos um pouco. Vejamos:

Quando perguntaram ao ex-presidente americano Ronald Reagan como ele poderia ser presidente dos EUA sendo apenas um ator de cinema, um artista, ele respondeu: “O que eu imagino é como alguém pode ser presidente dos EUA sem ser um ator, um artista”.

Ronald Reagan deixou a Casa Branca como um dos mais queridos e respeitados presidentes americanos. Ele deu um “show” na presidência, disseram os jornais.

O grande segredo da Disney – o que pouca gente sabe – é que todos os funcionários são registrados como atores e não numa função específica.

Assim, lá, você não é um pipoqueiro. Você é um ator fazendo o papel do melhor pipoqueiro do mundo. Você não é uma garçonete. Você é uma atriz fazendo o papel de melhor garçonete do mundo. E assim por diante.

Com esse tipo de contrato, a Disney pode exigir de seus funcionários um comportamento exemplar e atitudes de perfeição, atenção aos detalhes, postura própria, uniformização adequada e até o uso ou não de barba, bigode, cabelos compridos, fantasias etc.

Isso mostra que todos nós, onde quer que estejamos, temos que ser artistas para desempenhar bons papéis, fazer sucesso e ter um público fiel.

Assim, você, que nunca pensou nisso, mas certamente, sabendo ou não, com mais ou com menos intensidade, age como artista.

Procure aprimorar o seu papel, o mais perfeito possível, e dê um show!

Certamente “seu público” vai aplaudi-lo em pé!

Podcast Apokalipson 10 – Batman na Pandemia e outras histórias imperdíveis

Barbara Coelho, Kelly Brandão e Manu Barbosa se unem novamente para trazer as notícias mais relevantes durante o período da pandemia. E no ultimo bloco as tradicionais dicas nessa décima edição do Podcast Apokalipson. Algumas notícias comentadas: https://notizie.delmondo.info/2020/04/18/misterioso-batman-pattuglia-le-strade-del-messico-per-fare-rispettare-la-quarantena/https://notizie.delmondo.info/2020/04/16/per-fare-stare-a-casa-il-figlio-durante-il-lockdown-gli-fa-un-taglio-di-capelli-imbarazzante/https://www.today.it/strano-ma-web/savona-canguro.html

Podcast: Apokalipson 09 – Sapos, povos indígenas e OVNIS

Esse é o Apokalipson 09.

Diogo Scooby, Barbara Coelho e Kelly Brandão conversam sobre aleatoriedades, trazendo a situação atual da pandemia em um episódio mais leve e sem amarras. No final, as dicas para aproveitar o tempo nesses momentos caóticos. Sapos assassinos, sinais do apokalipse, caracóis e javaporcos, indígenas contaminados, aliens, medicação, sistema de saúde, escavações arqueológicas, mistérios e muito mais na gravação mais livre de nosso podcast até agora! Comentado no podcast:

Sapos assassinos:

https://earther.gizmodo.com/poisonous-toads-invade-south-florida-in-latest-sign-of-1843921959

Ajuda Amazônia:

https://benfeitoria.com/ajudaamazonia

Máscaras para os povos Paumari, Jamamadi e Apurina: https://abacashi.com/p/mascaras-para-os-povos-paumari-jamamadi-e-apurina

UTI nas aldeias:

https://secure.avaaz.org/po/community_petitions/governador_do_para_helder_barbalho_e_secretaria_es_leitos_de_uti_medicos_e_unidades_intermediarias_de_atendimento_nas_aldeias/

Livros:

Kalciferum do Andrei Fernandes (Podcast Mundo Freak Confidencial) grátis:

https://www.amazon.com.br/Kalciferum-Dem%C3%B4nios-Vagantes-Andrei-Fernandes-ebook/dp/B07ZJTX8X1/

O Martelo das Feiticeiras do Andrei Fernandes (Podcast Mundo Freak Confidencial) grátis: 

https://www.amazon.com.br/Martelo-Feiticeiras-Dem%C3%B4nios-Bruxas-Vagantes-ebook/dp/B07ZJW64HQ/

Livro Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico grátis: https://www.amazon.com.br/Do-Socialismo-Ut%C3%B3pico-Cientifico-ebook/dp/B00AG5EX6Q/

OVNI na Índia:

https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2020-06-08/cidadaos-ficam-chocados-com-registro-de-ovni-no-espaco-aereo-indiano.html

Série River: https://g.co/kgs/QdLo4b

A BATALHA DA MADRUGADA

Naquela madrugada, eu dormia como um anjo e me imaginava no melhor dos mundos.
Repentinamente, tudo mudou!
Acordei com minha esposa me sacudindo, quer dizer, acho que acordei. Bem, leia mais e vai entender…
– Pai, acorda, pai… – dizia ela naquele seu jeito todo especial de me chamar.
– O que foi? – respondi eu, bocejando e tentando entender o que estava acontecendo.
– Levanta daí – insistiu ela –, tem um rato na casa.
Pensei comigo mesmo “Então é isso! Só me faltava essa! Levantar agora para ir atrás de um mísero ratinho invasor? Que chance eu tenho de pegar um ratinho em plena noite?”.
Fiquei indeciso por algum tempo: “Levantar ou não levantar, eis a questão!”.
Não levantei, porém a consciência pesou e fiquei pensando “Está certo!”, continuei raciocinando, “Ele invadiu meu território e minha propriedade. Mas, pensando bem, e, até onde sei, ainda não existe nenhuma associação de ratos do tipo MRST (Movimento dos Ratos Sem Teto). Portanto, deve ser um ‘desgarrado’ qualquer que perdeu o rumo e foi parar justo na minha casa”.
Confesso que estava indeciso sobre o que fazer, mas aquela cama quentinha e aconchegante falou mais alto, então eu me ajeitei melhor na cama e falei:
– Deixa o bichinho em paz e venha dormir, ir atrás dele a esta hora da noite é perda de tempo. Ele é muito esperto e não vamos conseguir pegá-lo. Amanhã nós colocamos uma armadilha ou coisa parecida.
Ela continuou insistindo:
– Vamos, levanta daí! Eu não consigo dormir com um rato circulando por aí.
Fiquei com dor na consciência e quase levantei, mas, novamente, a danada da cama quentinha falou mais alto.
Ela insistiu mais algumas vezes até que desistiu, quer dizer, desistiu de mim, não do rato! Ouvi-a arrastando móveis pra lá e pra cá à caça do bichinho.
Mais uma vez, a consciência pesou e eu já estava levantando quando pairou um estranho silêncio. Recuei e fiquei tentando ouvir algo que me informasse o que estava acontecendo, até que soou o inconfundível ruído do telefone discando (naquela época, os telefones tinham um barulhento disco de chamada).
Foi então que pensei “O que ela vai fazer agora? Chamar a polícia?”. Não, logo concluí. “Deve ser outra coisa… Será que já existem empresas especializadas em caçar ratos na madrugada ao estilo daquele filme ‘Os caça-fantasmas’?”
Por um instante, imaginei um furgão estacionando em frente à minha casa, com as sirenes ligadas e enormes letreiros escritos “Caça ratos. Satisfação garantida ou o seu dinheiro de volta”. Ou seria: o seu rato de volta?
Não era nada disso! Ela ligou para irmã, que morava ao lado. Ouvi-a dizendo:
– Venha me ajudar, tem um rato aqui em casa, e o preguiçoso do meu marido não quer nem saber.
Fiquei pensando “Não acredito! Ela foi incomodar a irmã essa hora da noite. Duvido que ela venha ajudá-la”.
Queimei a língua! Não demorou quase nada e a irmã chegou.
“E agora?”, pensei comigo mesmo, “Vou dar uma de ‘João sem braço’ e assistir de camarote pra ver o que acontece. Vai ser divertido ver como elas vão caçar o bichinho”. Por um breve momento, lembrei-me daquele slogan dos sindicalistas: as irmãs unidas, jamais serão vencidas…
Ouvi a conversa delas na cozinha e, por um instante, me veio à mente aquelas cenas de filmes de guerra em que os generais discutem a estratégia da batalha:
– Eu fico com essa vassoura e você com o rodo. Eu vou lá afugentá-lo e, quando ele sair, você o acerta, tubo bem?
– Claro! – respondeu a outra, toda confiante. – Aqui ele só passa se for por cima do meu cadáver!
Nessa altura, lembrei-me ainda da Primeira Guerra Mundial, quando, na Batalha de Verdun, o general francês Pétain disse uma frase que ficou famosa: “On ne passe pas” (Aqui não se passa).
Bem, tive de admitir: o estado de confiança das duas “guerreiras” era impressionante! Não sei se era meu estado sonolento, mas juraria ter ouvido o rufar dos tambores e a marcha dos soldados em direção à terrível batalha! E que batalha!
– Olha ele ali! Pega! Acerta ele! – Gritava uma e os canhões não paravam de cuspir fogo, quer dizer, os rodos não paravam de bater aqui e acolá: plá, pam, pum, vaaap…
– Droga, você deixou o danado escapar! – gritava a outra – Cuidado! Está atrás de você!
Até que algo pesado caiu e um silêncio sepulcral tomou conta do recinto. Fiquei pensando “O que aconteceu agora? Intervenho ou não? Vão acabar destruindo a minha casa!”.
Não tive resposta e pensei “Será que elas liquidaram o bichinho?”. Por um instante, imaginei as duas guerreiras em uma emocionante cena ao lado do corpo inerte do infeliz…
E que cena mais comovente… Digna de colocar o cinema de Hollywood no chinelo. Juro que vi as duas guerreiras, com os peitos estufados, em posição de sentido e fazendo a continência, prestando, assim, as últimas homenagens ao valoroso inimigo morto.
Dei com os burros n’água e não foi nada disso! O barulho que eu tinha ouvido não foi o de uma cacetada certeira, como eu tinha imaginado, mas apenas o de um velho móvel que caiu. Quanto ao silêncio, não passou de uma pequena pausa para recobrar as forças. Não demorou muito e ouvi uma delas chamando a outra para retomar a batalha:
– Vamos! O que você está esperando?
– Tô cansada! – respondeu a outra – Me deixa tomar um fôlego.
Senti que o ânimo já não era mais o mesmo, pois aquela trégua não estava no script. “Acho que desistiram!”, pensei comigo mesmo, “Finalmente vou poder dormir”.
Enganei-me novamente! Mal tive tempo de respirar e a batalha voltou com mais intensidade ainda!
Eram móveis arrastados de um lado pra outro, pancadaria aqui e acolá, gritos estridentes e sons horripilantes. Os canhões, ou melhor, as “vassouras voadoras” a todo vapor: plá, pam, pum, vaaap…
De repente, ouvi um potente grito de guerra. Ou seria um grito de pavor? Fiquei na dúvida! Em qualquer caso, eu garanto: era de fazer inveja àqueles filmes de Alfred Hitchcock! “O que será que aconteceu agora?”, fiquei me perguntando. Logo descobri…
– Que foi? – perguntou uma delas – Acertou ele?
– Não, sua tonta! – respondeu a outra, toda chateada – Não vê que eu acertei o meu próprio pé!
Fiquei imaginando a cena, em câmara lenta, em um desses televisores de alta resolução:
Primeiro, aparece o ratinho voando sobre o pé dela. Era possível observar suas perninhas e seu enorme rabo balançando no ar e o seu olhar de terror vendo o rodo passar a milímetros da sua cabeça, indo acertar em cheio o dorso do pé da infeliz. O impacto foi tão grande, que o rodo chegou a rodopiar em seu próprio eixo, parecendo uma hélice de avião sendo ligada. Enquanto isso, a guerreira olhava desesperada para o seu próprio pé, não acreditando no que tinha acontecido! Nesse exato instante, a câmera foca no rosto dela e a expressão de dor e raiva ao mesmo tempo é assustadora! Seu grito ecoa tão forte que a imagem treme e fica desfocada. Meu Deus, que garganta!
– Para mim, chega! – comentou a pobre coitada, massageando o dolorido pé ferido.
Enquanto isso, eu criticava a mim mesmo, pois já imaginava que algo assim aconteceria. Mas, e o rato? O que teria acontecido com ele? Fiquei me perguntando.
Não tive resposta. Depois de raciocinar um pouco, concluí que ele tinha fugido. No entanto, pela ferocidade das duas guerreiras, o bichinho deve estar correndo até agora!
Elas alardearam por aí que tinham vencido a batalha, mas eu acho que o ratinho deve estar dizendo a mesma coisa, porém, com toda certeza, ele vai pensar duas vezes antes de invadir meu território porque na minha casa as irmãs unidas, jamais serão vencidas…
Fim

OS LARÁPIOS

Falar dos “desmandos” dos políticos já está ficando meio repetitivo, mas, dia desses, vi na internet uma frase que me chamou a atenção. Dizia ela:

Esses políticos larápios, corruptos e nepotistas, além de nos roubar, ainda nos fazem pagar vultosos salários aos seus “chegados”.

Pois é, o conceito dos políticos está tão baixo, que basta pronunciar essas palavras e a primeira coisa que vem à mente dos brasileiros é que tem político envolvido.

Claro! E não poderia ser diferente… Com tantos políticos “passando” a mão no nosso rico dinheirinho, você poderia pensar que essas expressões são verde e amarelas.

Nada disso! Embora por aqui elas tenham encontrado um lugar fértil, a questão é: de onde vêm esses termos?

Os historiadores contam que essas expressões vêm de longe, senão vejamos:

Começamos pela palavra larápio (ladrão, gatuno, pilantra).

Apesar de haver quem conteste, a maioria dos historiadores afirmam que essa palavra vem da Roma Antiga, onde um pretor (juiz) sempre dava ganho de causa para quem o favorecia com os melhores presentes.

Seu nome era Lucius Aulicus Rufilus Appius e assinava as suas injustas sentenças abreviadamente, assim: L. A. R. Appius, ou seja: Larapius.

Agora vamos falar de corrupção (corromper, deteriorar)

Infelizmente essa palavra é que está mais “em moda” neste infeliz país, mas, como as outras, vem de muito longe…

Os antigos romanos já empregavam o advérbio corrupte (corromper, arruinar).

No entanto, por aqui, a corrupção chegou a tal ponto que um estudo da Fiesp apontou o custo disso em aproximadamente dois por cento do PIB. A CNI publicou algo mais alarmante ainda: segundo ela, para cada um real desviado pela corrupção, para a nossa economia custa três reais.

Precisa falar mais?

Agora vamos falar do nepotismo (usar o poder em favor de parentes e amigos).

Por incrível que possa parecer, a palavra “nepotismo” vem do latim “nepos”, que quer dizer: neto ou descendente.

Embora o termo já estivesse sendo utilizado na Roma Antiga (sempre a Roma), ele “criou fama” na época da Renascença, quando os papas tinham grandes poderes e, é claro, “deitaram e rolaram”.

Pra se ter ideia, eles distribuíam cargos “à torta e à direita”, vendiam indulgências, tomavam propriedades dos “infiéis” e tantas outras “barbaridades”.

A coisa chegou a tal ponto que teve um papa que deu o barrete cardinalício a dois sobrinhos e outro nomeou um cardeal, “seu chegado”, com 14 anos de idade.

Nesse item, e por aqui na “terrinha”, a coisa começou no dia do descobrimento do Brasil e, pasmem, ficou muito bem documentado:

Pouca gente sabe ou prestou atenção, mas no final da carta de Caminha ele pede ao rei um emprego para um sobrinho.

Interessante notar que essa atitude do “gajo” acabou por criar outro termo famoso por aqui, ou seja: o pistolão, de “epistola” (carta), ou carta de apresentação.

Pois então, minha gente, para mim, como brasileiro, fica difícil e doloroso dizer isso, mas uma boa parcela dos nossos cidadãos e, principalmente, a maioria dos nossos políticos, não passam de larápios, corruptos e nepotistas.

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Quebrado

Lobo triste

Parece que tem algo quebrado em minha mente

Não consigo respirar.

O suor frio corre pelas minhas costas, dá pra sentir meu coração acelerado, há uma carga elétrica em volta de mim, sei disso pois, quando fui pegar um copo de plástico para beber água, ele foi atraído quando aproximei minha mão trêmula.

Não consigo respirar.

Tento me concentrar em algo, ler costuma me acalmar – tentar desenhar algo ou assistir uma aula seria bom, mas essa tentativa exige muito esforço, a mente quer gritar, quer que eu chore, parte de mim está com muito medo de morrer, parte de mim quer morrer e acabar logo com isso.

Não consigo respirar.

Esse estado de luta constante é cansativo, e tem uma tristeza que cresce, uma espécie de solidão, de não ter com quem falar, olhar ao redor e ver dezenas de pessoas que não me veem, como se eu não existisse, a importância de meu ser é diluída pelas ruas por onde passo.

Não consigo respirar.

Racionalmente eu posso saber que tenho amigos, esposa, familiares que me querem bem, mas eu não me sinto à vontade comigo mesmo, me acho uma farsa, uma caricatura bizarra de quem eu poderia ser.

“Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha”

Clarisse – Legião Urbana

Não consigo respirar.

Quando durmo meu corpo não quer respirar, aí eu acordo em seguida e esse loop se repete, mesmo eu não estando fisicamente doente, acordo às 3 da madrugada e não durmo mais, e no dia seguinte me arrasto pela vida como um zumbi sem alma, tentando apenas atravessar as horas.

A terapia ajuda, longas horas de conversa tentando desvendar e talvez arrumar partes da minha mente quebrada. Não tive grandes traumas, não aconteceu nada demais nesse dia comum, mas é claro que tem algo errado, e vou continuar lutando contra essa parte de mim que me faz querer ser menos.

Essas crises de ansiedade podem ser bem fortes algumas vezes, eu recorro a podcasts ou textos sobre meditação, andei consumindo muito conteúdo budista, de auto-hipnose e mindfulness que tem me ajudado a entender essa fera que me devora por dentro fazendo o simples fato de respirar algo muito complicado de se lidar.

Com calma, com a mente limpa e contando, com foco no meu corpo e no que está ao meu redor eu finalmente consegui respirar.

Obsolescência Programada

Overconsumption by Christopher Dombres (Public Domain)

Então chegou o grande dia! Juntamos um dinheirinho, deixando de ir ao cinema durante alguns meses, limitando as alimentações ao extremamente necessário, cancelamos a viagem que seria no feriado prolongado e, assim, conseguimos o milagre de comprar uma belíssima Smart TV 4K de 50 polegadas. O vendedor queria empurrar a garantia estendida, mas não vimos necessidade disso. Chamamos um aplicativo de carona e fomos pra casa.

Imagem linda, plano novo em 4K da Netflix, planos pra comprar um novo videogame, tudo perfeito.

Passados dois anos e um mês, pouco após a garantia de fábrica vencer, ela começa a apresentar problemas. Demora pra ligar; quando liga, aparece apenas o som. Vamos procurar a assistência, um transtorno.

Se já aconteceu algo assim com você, saiba que não é azar ou acaso, é o que as empresas chamam de Obsolescência Programada.

A Obsolescência Programada

Algumas empresas deliberadamente colocam validade em seus produtos: um período de uso que, ao chegar ao fim, torna aquele equipamento obsoleto.

Acontece o tempo todo com nossos celulares, impressoras e, atualmente, até mesmo com carros: quase tudo é fabricado pra durar um número pré-determinado de anos – passado esse tempo, temos que investir novamente.

Alguns empresários alegam que isso ocorre para que a indústria continue sempre produzindo e gerando empregos; quando sabemos que eles visam apenas o lucro e o enriquecimento, não importa a que custo, não importa se a maioria da população vive no limite ou abaixo dele tendo que gastar dinheiro com coisas que não seriam necessárias se as empresas fossem mais honestas.

No documentário abaixo, temos um belo exemplo histórico de como isso começou e de como hoje poderíamos ter lâmpadas que durariam nossa vida inteira.

Obsolescência Programada – A Conspiração da Lâmpada (The Light Bulb Conspiracy) 

Temos ainda muito o que crescer como sociedade: enquanto alguns visam apenas lucro e concentrar mais e mais as riquezas do mundo, temos pobreza e fome onde poderíamos ter igualdade – sem falar do impacto ambiental por gerarmos muito mais lixo eletrônico e tóxico do que o necessário.

Aqui eu apenas arranhei a superfície do assunto, deixo abaixo algumas dicas de como podemos nos proteger de tal prática.

Links úteis:
https://computerworld.com.br/2018/11/01/como-evitar-a-obsolescencia-programada/

https://www.proteste.org.br/seus-direitos/direito-do-consumidor/noticia/obsolescencia-programada

Música que fala sobre o tema:

Projeto Leia Mulheres

Leia Mulheres

Não me lembro exatamente como fiquei sabendo do projeto Leia Mulheres, mas me lembro de como a proposta me fez olhar a minha estante e buscar na memória as obras que li durante a vida e quantas delas tinham sido escritas por mulheres…

É claro que havia autoras em meio ao meu percurso literário e que foram importantes na formação do meu senso estético e artístico, mas o passo seguinte desta busca foi me fazer reparar na discrepância em relação à quantidade de artistas homens e mulheres.

Era um número gritante, e foi assustador tomar consciência dele.

Desde então, tenho pensado mais minhas escolhas de leitura. E isso não significa que não leio mais homens – alguns deles ainda são meus favoritos rs –, significa que tenho sido mais crítica com minhas leituras e suas influências.

O projeto existe em várias cidades do Brasil, e confesso que, apesar de acompanhar pela internet há algum tempo e até já ter lido alguns dos livros discutidos no grupo de São Bernardo, a primeira vez em que fui num encontro presencial foi somente em setembro.

Ah, apesar do nome do projeto deixar algumas pessoas confusas, os clubes de leitura não são só para mulheres, homens podem ler e participar. O nome refere-se apenas ao conteúdo, que é – evidentemente – ler (obras escritas por) mulheres.

Você pode acompanhar o projeto pelo site que, além da divulgação das agendas dos grupos de leitura, também tem resenhas e outros conteúdos relacionados, ou pelo Facebook, Instagram, Twitter e Pinterest.

Eu achei a experiência enriquecedora e espero poder participar dos próximos encontros!

E você, já participou (ou participa) de algum clube de leitura? Conte-nos sua experiência nos comentários!

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Leia mais no blog:

A Senhora da Magia – As Brumas de Avalon

Clarice Lispector

A mulher desiludida 

Dina Salústio e Graciliano Ramos

Narradores de Javé, de Eliane Caffé

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