O Homem que Ri – 1928

homem ri

 

Até hoje vi poucos filmes mudos, o que mais manjo de Expressionismo alemão é aquele clipe doido do Red Hot Chili Peppers:

E, mais recentemente, o filme australiano Babadook, que tem uma certa influência.

Dentre as grandes obras inspiradas nesse estilo cinematográfico, me interessei em O Homem que Ri, adaptação do livro do brilhante escitor francês Victor Hugo, é tido como inspiração para que se criasse um dos maiores vilões de TODOS os tempos, nada mais, nada menos, que o Joker… o Palhaço… o Coringa!

Coringa o homem que ri

Segue abaixo o filme!

Lembrando que em 2012 saiu uma versão “nolanzada” do livro que eu não vi nem verei:

Abraço!

A hora e a vez de Augusto Matraga – Conto e filme

Leonardo Villar - ator

Ou, filme e conto.

Faz muito tempo que A hora e a vez de Augusto Matraga está na minha lista de “Coisas pra ler”.

Um dos motivos é porque gosto muito desse título. Ele me fez ficar curiosa desde a primeira vez em que li – numa lista dos contos contidos no Sagarana.

Bom, lendo sobre os contos do Guimarães Rosa, descubro que há um filme baseado nesse conto:

Então, depois de ter visto o filme, fui atrás de ler logo o conto! rs

Eu sei que o ideal, pelo menos pra mim, teria sido ler o conto antes de ver o filme. Mas aí é que tá: o filme é bom, e foi ele que me deu o empurrão pra finalmente tirar esse conto da “fila”. É claro que o filme não é exatamente igual ao conto, por ser uma adaptação é normal que haja algumas mudanças, mas nada significativo a ponto de mudar a essência ou pontos importantes da história.

Por isso, recomendo os dois! Leiam! E assistam também! 😉

P.S.:

O ator que faz o que papel de Augusto Matraga é o Leonardo Villar, esse simpático senhor da foto lá acima. Confesso que fiquei impressionada com a atuação dele, já que só o tinha visto fazendo papéis meio genéricos de vovôs bonzinhos em novelas da Globo. E fiquei mais impressionada ainda quando me liguei que ele também tem uma atuação excepcional no papel de Zé do Burro no filme – também excelente – O Pagador de Promessas.

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Narradores de Javé – Filme Comentado

Antônio Biá (José Dumont)

Bem, como sabem, ou não, eu me considero uma pessoa das Letras – não por ser formada na matéria, o que sou, mas sim por gostar de tudo que envolva palavra, seja ela falada, escrita, desenhada e por aí vai.

E foi justamente por esse gosto que o filme Narradores de Javé despertou minha curiosidade, apenas pelo título, antes mesmo de saber do que é que se tratava a história.

pôster do filme

Narradores

O filme conta a história do Vale do Javé, que logo ficará submerso pelas águas de uma barragem. Os moradores não são avisados com antecedência, pois eles não têm o registro de posse das terras.

Inconformados com a situação, alguns moradores tentam descobrir um jeito de salvar a cidade, assim, um dos moradores descobre, conversando com os engenheiros responsáveis pela construção, que se a cidade tivesse algo que pudesse ser considerado patrimônio histórico, haveria uma chance de salvarem suas casas da inundação.

Porém, esse patrimônio deveria ser também comprovado em um documento científico.

Nesse ponto já me chamou a atenção o fato de eles considerarem/classificarem como documento científico algo que fosse escrito, à tinta, no papel; contrapondo, de certa maneira, logo no início do filme, a importância da escrita versus oralidade na vida das pessoas daquele povoado.

O povo do Vale do Javé.

O povo do Vale do Javé.

Depois de muita discussão, os moradores chegam à conclusão de que a única coisa de valor que existe na cidade é a sua história – a história da fundação da cidade, que inclui as suas próprias.

Aí, a questão é que na cidade ninguém sabe escrever… a não ser Antônio Biá, o antigo carteiro. Mas os moradores de Javé não confiam nele, pois, há algum tempo, ele usou o seu dom/poder da escrita para manter o seu emprego.

Eu explico: como um carteiro sobrevive numa cidade onde ninguém sabe escrever? Bem, ele mesmo escrevia as cartas, inventava histórias sobre os moradores e as ia mandando, para que o governo visse que aquele Correios era ativo e, assim, ele não perdesse o emprego.

Quando descobriram as histórias cabeludas que o carteiro criava sobre os seus vizinhos, bem, eles ficaram muito bravos: o posto do Correios fechou, Biá perdeu o emprego, os amigos e caiu na bebedeira.

Mas, ainda assim, ele era o único que sabia escrever, então, muito a contragosto e com a desculpa de pagar sua dívida com a cidade pelas falcatruas que cometeu, a missão de reunir o maior número de informação possível para escrever a história do Vale do Javé fica a seu cargo.

O ex-carteiro começa então a percorrer a cidade à procura de depoimentos que o ajudem a compor a história da fundação do Vale do Javé, mas cada morador conta uma história diferente, e não só isso, mas também acrescentando sempre um personagem novo, normalmente um antepassado que teve importância fundamental nessa fundação, pois todos querem fazer parte dessa história, pois todos sabem que as suas histórias estão mesmo naquele Vale…

Palavras

Daí em diante o que se vê no filme são algumas confusões envolvendo a escrita do documento científico, Biá se aproveitando do poder a ele investido pelo uso da palavra escrita etc., e no meio de tudo isso, há uma discussão implícita sobre a importância da escrita e, ao mesmo tempo, sobre o valor da cultura oral.

Enfim, não estou aqui para dar conclusões sobre o assunto, mas posso dizer que quem se interessa pelo poder da palavra, escrita ou falada, vai gostar bastante desse filme e, assim como eu, acho que não chegarão a uma conclusão definitiva sobre o assunto.

Ah, também não vou contar o final do filme, mas vou dizer que não é um final lá muito feliz…

Ficha técnica

Título: Narradores de Javé

Lançamento: 2003

Direção: Eliane Caffé

Atores: José Dumont, Nelson Xavier, Matheus Nachtergaele, Nelson Dantas, Gero Camilo, entre outros.

Duração: 100 min

Gênero: Drama

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Nosferatu

Nosferatu_filme

Uma sinfonia do horror

Nosferatu (1922) é um filme do diretor alemão F. W. Murnau que é um dos maiores representantes cinematográficos do movimento conhecido como Expressionismo alemão.

O auge desse movimento artístico foi no início do século XX, época em que os alemães perderam a Primeira Guerra Mundial e, apesar da unificação pela República de Weimar, com a derrota na guerra veio o Tratado de Versalhes que colocou a Alemanha numa situação – para muitos – humilhante perante as outras nações europeias.

É nesse clima de insatisfação, instabilidade e incertezas que o Expressionismo se mostra como uma nova expressão estética com uma “moral” de enfrentamento e questionamento das autoridades (motivo pelo qual os nazistas consideraram esse tipo de arte decadente).

Assim tinham este forte apelo de crítica social que demonstrava o desamparo e o medo da sociedade naquele momento através de obras cheias de expressividade e sombras…

O cinema seguiu a linha de crítica social das obras expressionistas valorizando, por exemplo, nas imagens linhas de perspectivas sempre em diagonais que causam uma sensação de perda do equilíbrio e desproporcionalidade, também usavam expressões faciais em extremo exagero quase que como máscaras do teatro de tragédia, relacionando desta forma, o cinema com as artes plásticas.

A história de Nosferatu foi inspirada no livro Drácula de Bram Stoker, então, para ambientar a atmosfera vampiresca e sombria que o filme pedia, Murnau inovou nos jogos de luz e sombra criando um clima de sonho único que até hoje serve de influência e exemplo para muitos diretores de cinema.

Nas sombras presentes em Nosferatu encontramos o clima de horror e mistério perfeito para passar o Halloween: só não garanto que você saia ileso… 😉

Bom filme!

 

Impressões sobre Distrito 9

Distrito 9

Você começa a assistir e acha que veio o DVD errado dentro da caixa. Mas não. É o filme certo. Distrito 9 (2009) é um filme de ficção científica que vem a nós como um documentário. E você começa achando que é um documentário ficcional sobre alienígenas.

Como documentário, tem todos os seus defeitos e os seus méritos: vários especialistas de várias áreas diferentes dando sua opinião sobre os fatos, muitas opiniões e possibilidades. Certeza de nada. Como num documentário, enquanto os “entendidos” vão falando, as imagens vão passando, ou seja, o que é falado é o que é mostrado: sem grandes surpresas.

O mérito do diretor (Neill Blomkamp), em minha opinião, é que, conforme a ação vai se intensificando, o formato de documentário é posto de lado, enquanto a narrativa propriamente dita vai tomando espaço.

No meu caso, fui envolvida de tal forma pela história que só me atentei a este fato depois do filme terminado, ou quase, quando, no final, o diretor se vale dos especialistas novamente para encerrar o filme mas não a história deixando em aberto o seu final. 

Outro ponto em que a história me “ganhou”, foi o fato de a nave alienígena estar pairando sobre Joanesburgo, na África do Sul, e não sobre alguma “capital” da economia ou da política mundial…

Quem foi que disse que os extraterrestres pensam da mesma forma que nós sobre que região é ou não realmente importante? Fazer pairar uma nave sobre a “periferia” do mundo… Sem palavras! 

É claro que a medida que o “documentário” avança, vamos percebendo que os alienígenas podem ser interpretados como uma metáfora para a questão do olhar sobre o estrangeiro.

Enquanto os alienígenas/estrangeiros cumprem as regras que os “donos” do território estabelecem para eles, são bem-vindos. A partir do momento que os intrusos começam a se sentir em casa demais, saindo dos limites dos muros que foram estabelecidos pelos humanos, aí começam a incomodar. 

E o que fazer com quem nos incomoda e está no nosso território? Como bons seres humanos civilizados que somos… vamos expulsá-los!

O que ocorre então, é que a ação do filme ganha muito com as implicações que acontecem por conta do despejo dos alienígenas do Distrito 9 para serem realojados no Distrito 10 (muito semelhante a um campo de concentração…).

O que fiquei me perguntando nessa hora foi: “Se fossem humanos, se fosse uma favela ocupada por humanos e não por alienígenas (estrangeiros), o tratamento dispensado seria diferente?” Eu acho que não…

Bom, vou parando por aqui para não entregar mais do filme do que já entreguei! Só vale a pena dizer que há muito mais a ser explorado nessa história e de vários pontos de vista diferentes…

Para finalizar, diria que é o tipo de filme que, mesmo deixando o final em aberto, não precisa de uma continuação. É uma obra completa. Como história, talvez, mereça sim uma continuação para matar a nossa curiosidade tão marcadamente humana…

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E por falar em curiosidade…

Em 2005, Neill Blomkamp, escreveu e dirigiu o curta-metragem Alive in Jorburg que serviu de premissa para o filme Distrito 9 (2009). Como já comentamos num post aqui do blog: Alive in Joburg – Curta.

Veja o curta, depois o filme e bom divertimento!

E você que já viu o filme, quais foram suas impressões?

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RESIDENT EVIL RETRIBUTION – Teaser Oficial

RESIDENT EVIL RETRIBUTION - Teaser Oficial

Sensacional! Vai ser um dos melhores filmes do ano!

RESIDENT EVIL RETRIBUTION – Official Trailer

Achei muito interessante o início do teaser parecer com uma propaganda da Sony, aí logo vemos que o mundo como o conhecemos já não existe, guerra, monstros mutantes, trabucos gigantes na mão de mulheres ninja. Pra que quero mais que isso?

Fiquei curioso pra saber como vão colocar a Michelle Rodrigues de volta, ela morreu zumbizada no primeiro filme da série Resident Evil.

Trailer Resident Evil 5 Michelle

Aqui imagens do making of do primeiro filme:

É clone? Macumba? Flashback? Viagem no tempo?

Para mais informações você pode acompanhar a página oficial da franquia Resident Evil no Facebook.

 

Abraço!

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Outra Terra – Another Earth

Outra Terra - Another Earth

“O outro eu cometeu os mesmos erros que eu?”

O que aconteceria se outra Terra surgisse, quase idêntica à nossa, com pessoas iguais, inclusive uma versão de cada um de nós?

Essa é a premissa desse filme que me parece muito interessante.

Another Earth – Trailer

Esse me deixou curioso!
Abraço.

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